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Saúde

Funaro diz que recebeu dinheiro de Joesley para ficar em silêncio

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O operador Lúcio Bolonha Funaro confirmou, em um dos depoimentos da delação premiada, que recebeu dinheiro do empresário Joesley Batista, um dos executivos da JBS, para permanecer em silêncio, ou seja, não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país.

A confissão de Funaro deve ser um dos principais elementos da segunda denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, que deve ser apresentada na semana que vem.

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não homologa a delação do operador do PMDB, Lúcio Funaro, algumas informações do depoimento que pode incriminar líderes do PMDB, inclusive o presidente Michel Temer começam a ser 'vazadas' pela imprensa. Confrontado com os fatos, Funaro, já em colaboração com a investigação, confirmou que, de fato, os pagamentos eram uma forma de mantê-lo em silêncio. Em depoimento à Polícia Federal, o operador relatou que Geddel telefonou diversas vezes para a mulher dele no fim do primeiro semestre deste ano. Esta e outras revelações acabaram levando a decretação da prisão de Geddel pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10º Vara Federal de Brasília.

Segundo o Globo, Geddel seria um dos interlocutores de Temer junto a Joesley Batista.

Na conversa, Batista disse que precisava de um novo interlocutor. Temer responde "tudo". Semanas depois, Loures foi gravado negociando cargos e decisões estratégicas do governo e, em seguida, recebendo uma mala com 500 mil reais de Ricardo Saud.

Fufuca fica na presidência até o próximo dia 6, caso a denúncia seja apresentada até esse dia, ele deverá dar prosseguimento ao mesmo trâmite ao qual foi submetida a primeira denúncia por corrupção passiva contra Temer. Sem o argumento técnico, o governo possivelmente terá que trabalhar mais - e gastar mais, e ceder mais - para derrubar a segunda denúncia no plenário da Câmara.

Em relação à compra do silêncio, porém, Funaro não chega a responsabilizar Temer diretamente.

Segundo apurou o Valor, a expectativa dos procuradores é de que a delação seja homologada até o final da próxima semana. Rodrigo Janot fica à frente da PGR até o próximo dia 17.

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