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Fachin vira 'mediador' no conflito Janot x Temer — Análise

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A segunda denúncia

A nova denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fará nos próximos dias contra o presidente Michel Temer poderá ser encaminhada sob sigilo para os deputados decidirem se autorizam o Supremo Tribunal Federal (STF) julgá-la, disse à Reuters uma fonte familiarizada com o assunto à Reuters. O conteúdo dos depoimentos está sob sigilo.

O caso foi remetido ao STF porque Funaro citou nomes de pessoas com foro privilegiado.

"Parece pouco interessar ao procurador se o alvo a ser atingido, além da pessoa física de Michel Temer, é a instituição Presidência da República; as instituições republicanas; a sociedade brasileira ou a nação", acrescentou a defesa do peemedebista.

Janot não quis deixar para fazê-lo em sua última semana como Procurador-Geral da República, que será daqui a duas semanas.

Funaro também abasteceu a denúncia contra Temer por obstrução de Justiça.

Nas tratativas iniciais, Funaro prometeu falar sobre um considerável número de políticos, entre eles Temer e a bancada parlamentar ligada ao ex-deputado Eduardo Cunha.

Michel Temer passou a ser investigado a partir das delações de executivos da JBS.

Agora, depois de ter tido decisões suas no caso das delações submetidas ao escrutínio do plenário e a ver aberta uma clara divergência sobre a possibilidade de as colaborações serem questionadas no futuro, Fachin adotou a cautela e mandou de volta a Janot a delação do deleiro Lucio Bolonha Funaro para que seja retificada em alguns pontos.

Dessa forma, o ministro deve ouvir a PGR e então encaminhar a acusação à Câmara, para que parlamentares possam decidir se processam o presidente durante o mandato ou se suspendem a tramitação do caso até o fim deste período.

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