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Saúde

Fachin devolve delação de Lúcio Funaro à PGR

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Estadão

Como o acordo de delação encontra-se sob sigilo, os detalhes sobre os ajustes solicitados por Fachin não foram divulgados, mas a rapidez com que o documento retornou ao STF indica se tratar de uma correção simples.

Em sua lista, constam o presidente da República, Michel Temer; o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha; o secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco; e o ex-ministro Geddel Vieira Lima - todos do PMDB -; além do empresário Ricardo Leal.

Fachin pediu que ajustes sejam feitos no acordo, que chegou nessa terça-feira (29) à Corte. O inquérito aberto contra o presidente tem como ponto de partida a delação do empresário Joesley Batista e outros executivos da JBS.

Nas investigações da Lava-Jato, Funaro é acusado de ser o operador do esquema de pagamento de propina para deputados do PMDB na Câmara.

Em outro depoimento, no último dia 7, Lúcio Funaro também relatou que fez várias entregas de "malas de dinheiro" nas mãos de Geddel em uma sala do aeroporto de Salvador (BA).

Funaro teria confirmado ter viajado ao lado de sua mulher, Raquel, mas que ela não tinha conhecimento sobre o conteúdo contido na mala. A delação de Funaro só deve ser homologada por Fachin na semana que vem.

Quando o material voltar para o STF, o ministro vai analisar novamente se as cláusulas estão corretas.

Ele também vai ouvir o delator em audiência para saber se não foi coagido a falar e, só depois disso, homologar ou não o material. Só depois disso, decidirá sobre a homologação.

A J&F, afirmou, por meio de nota, que "os colaboradores já apresentaram informações e documentos à Procuradoria-Geral da República e continuam à disposição para cooperar com a Justiça".

Na avaliação dos procuradores, no entanto, os pagamentos faziam parte de uma ação para acalmar ânimos do operador e evitar sua delação.

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