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ONU diz que declarações de Trump incitam à violência contra os media

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Alto Comissário da ONU diz que a democracia na Venezuela está em grande perigo

As críticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, aos jornalistas são um ataque à liberdade de imprensa e podem desencadear violência contra os repórteres, alerta o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos.

"Maduro foi eleito, mas as recentes ações do governo dão a impressão de que estão esmagando o que restava de vida democrática na Venezuela", disse.

O representante do ACNUDH deu essas declarações na apresentação de um relatório sobre a situação dos direitos humanos na Venezuela, principalmente no que se refere à repressão das manifestações da oposição. O texto aponta que 5.000 pessoas foram detidas em protestos ocorridos desde abril -entre elas, mais de mil estavam sob custódia até 31 de julho.

O texto pediu que o governo do presidente Nicolás Maduro liberte manifestantes presos arbitrariamente e pare de usar tribunais militares para julgar civis.

Em 39 páginas, o relatório registra o uso "generalizado e sistemático" da força excessiva, detenções arbitrárias, buscas ilegais, maus-tratos e torturas, entre outros abusos cometidos pelas autoridades nacionais e as forças de segurança.

As forças de segurança utilizaram cilindros de gás lacrimogêneo, motos, canhões de água e munição real para dispersar os manifestantes, segundo o documento.

A agência ainda afirma que o governo venezuelano e os grupos chavistas são responsáveis por 73 mortes desde abril -há ainda 51 vítimas fatais que não tiveram responsabilidade determinada.

Maduro tem dito que a Venezuela é vítima de uma "insurreição armada" de opositores apoiados pelos Estados Unidos que querem obter o controle da riqueza petrolífera do país-membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

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