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Cármen Lúcia pede que Gilmar se manifeste sobre pedido de suspeição

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Marco Aurélio Mello não quis comentar a possibilidade de Cármen Lúcia levar a julgamento no plenário do Supremo o pedido de impedimento contra Gilmar Mendes.

Janot apresentou duas arguições de impedimento, suspeição e incompatibilidade da relatoria dos habeas corpus 146.666/RJ e 146.813/RJ, que tratam dos empresários Jacob Barata Filho e Lélis Marcos Teixeira.

O ministro está em viagem e só deve retornar ao Brasil em 7 de setembro.

Caberá a Cármen, ouvido Gilmar, arquivar o pedido de suspeição de Janot ou levá-lo para votação do plenário do tribunal.

Se admitir o pedido, a presidente tem de ouvir o ministro e as testemunhas indicadas, "submetendo o incidente ao tribunal em sessão secreta", informa o regimento interno do Supremo. Entretanto, de acordo com um levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo, nos últimos dez anos nenhum pedido de suspeição ou impedimento contra ministros do Supremo que tivessem sido enviados à Corte foram atendidos. A força-tarefa da Operação Lava Jato localizou a mensagem ao analisar os e-mails de Jacob Barata Filho e mandou um ofício ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informando sobre as 'novas evidências'. Depois, o ministro deu nova decisão e soltou Barata Filho. Em agosto, o empresário foi colocado em liberdade por Gilmar Mendes.

Na análise de e-mails de Barata Filho, autorizada pela 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro no curso da operação Ponto Final, foi localizada mensagem com a confirmação de pedido de entrega de flores ao casal Guiomar e Gilmar no mesmo endereço que consta no aparelho celular do empresário como sendo de Guiomar Mendes, esposa do ministro.

O Ministério Público Federal também aponta vínculos na relação de sociedade entre Barata Filho e o cunhado do ministro.

A Procuradoria-Geral da República argumentou em seu pedido de suspeição contra Mendes, que ele teria sido padrinho de casamento da filha do empresário Barata Filho.

PGR já pediu suspeição de Gilmar para atuar no HC de Eike Batista também pela relação com o escritório Bermudes.

O 'rei do ônibus' havia sido preso em julho na Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato que prendeu a cúpula do Transporte do Rio.

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