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Enfermeiro é acusado de matar outros 84 pacientes na Alemanha

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Em 2015 Hoegel já tinha sido condenado pela morte de duas pessoas numa unidade de cuidados intensivos

Um enfermeiro alemão, detido pela morte de dois pacientes em 2015, é suspeito de assassinar pelo menos mais 84 outras pessoas, informou a polícia local esta segunda-feira, citada pela agência Reuters. Durante o julgamento, Högel, que já foi condenado à prisão perpétua pela morte de dois pacientes, pediu perdão às famílias e justificou seus atos pelo "tédio".

Depois de anos de investigação, as autoridades alemãs chegaram à conclusão de que Hoegel matou pelo menos 84 pacientes. Em junho de 2016, os investigadores constataram o envolvimento do enfermeiro em 33 mortes de pacientes, em vários centros médicos nos quais Högel trabalhava.

Também foram abertos inquéritos contra a administração dos dois estabelecimentos onde o enfermeiro trabalhou, alegando que os crimes poderiam ter sido evitados se tivessem sido denunciados e apurados.

As práticas criminosas de Niels Hoegel foram descobertas por um colega em 2005, quando o enfermeiro ia administrar uma injeção não prescrita a um paciente, numa clínica em Delmenhorst.

"Este número é excecional, único, na história da República Federal", apontou Arne Schmidt, que lidera a comissão de inquérito. Mas os investigadores admitem que a lista de vítimas nunca poderá ser estabelecida com certeza.

"O suspeito não pode lembrar-se de todos os casos, mas em mais de 30 lembrou-se concretamente dos pacientes e do comportamento", realçou Daniela Schiereck-Bohlemann, da Procuradoria-Geral de Oldenbourg. Também cumpre uma pena de sete anos e meio de prisão por tentativa de assassinato. No fim do mesmo ano, ele mencionou outras 60 tentativas de assassinato.

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