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Trump impõe sanções à 'ditadura' de Maduro na Venezuela

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Venezuela classifica as novas sanções dos EUA como ‘a pior da agressões

"Os Estados Unidos reiteram o seu apelo à Venezuela para restaurar a democracia, organizar eleições livres e justas, libertar imediata e incondicionalmente todos os presos políticos e pôr fim à repressão do povo venezuelano", acrescentou o comunicado norte-americano.

"É a pior agressão (.) e nós não compreendemos", afirmou Arreaza à imprensa local, na saída de um encontro com António Guterres, em Nova Iorque. "O que querem? Querem matar os venezuelanos de fome?", declarou.

A Casa Branca descartou uma eventual operação militar contra a Venezuela no futuro próximo no mesmo dia em que decretou sanções financeiras que proíbem negociar bônus soberanos e da estatal PDVSA.

A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Arreaza, busca desencadear "uma crise humanitária na Venezuela", que já está se recuperando da inflação galopante e da escassez de bens básicos.

A Venezuela está mergulhada numa profunda crise económica, política e institucional. "Estas medidas foram cuidadosamente ajustadas para negar à ditadura de Maduro uma fonte crucial de financiamento para manter o seu regime ilegítimo", lê-se num comunicado emitido pela Casa Branca.

"A ditadura de Maduro continua a privar o povo venezuelano de alimentos e remédios, prende os oposicionistas democraticamente eleitos e reprime violentamente a liberdade de expressão". Desde abril, a oposição venezuelana contesta nas ruas e exige a demissão do Presidente. Na sequência das eleições para a nova Assembleia Constituinte, convocada de forma unilateral por Maduro, os Estados Unidos voltaram a esfriar o canal diplomático com Caracas.

O chefe da diplomacia venezuelana indicou, por último, que Nicolás Maduro não participará em setembro na Assembleia-Geral anual da ONU, por estar demasiado ocupado com a situação interna do seu país.

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