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Ex-governador do MT entrega imagens de políticos recebendo dinheiro

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Niuan Prefeito

Conforme já haviam adiantado os veículos de comunicação, na manhã desta quinta-feira (24), o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) vídeos em que o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, e deputados estaduais e federal aparecem recebendo dinheiro vivo, que segundo Silval, seria referente ao "mensalinho" pago a parlamentares para garantir apoio ao seu Governo. O primeiro era formado por agentes políticos e servidores públicos; o segundo, por operadores financeiros; e o terceiro, por empresários responsáveis pelo pagamento de propina aos agentes públicos, valendo-se do desvio de recursos do Estado e de irregularidades na concessão de benefícios fiscais. Em 2002, último ano do governo Dante, estava nos R$ 20 mil. Segundo Silval, o esquema continuou no governo de Blairo, entre 2003 e 2010. Um deles chega a cair e o prefeito se abaixa para pegá-lo. Entre os citados, pelo menos seis ainda estão no cargo. Pedro Taques reafirma que foi e é adversário político do grupo do ex-governador, não fez nem autorizou ninguém a fazer acordo de qualquer natureza com Silval Barbosa, e atribui a citação do seu nome na delação como uma tentativa rasteira e desonesta dos seus inimigos, movida por vingança, de envolvê-lo nesse escândalo monstruoso que envergonha Mato Grosso perante a Nação. Em nota, Cidinho - que assumiu a vaga no senado com a saída de Blairo Maggi para comandar o Ministério da Agricultura - confirmou ter visitado Silval na prisão porque ficou sabendo que ele estava com depressão.

A quantia de R$ 23,4 milhões será depositada em conta judicial à disposição do Supremo Tribunal Federal, em cinco parcelas iguais de R$ 4,69 milhões, a serem quitadas entre 1.º de março de 2018 a 1.º de março de 2022. Por não ter ocorrido isto, Silva Barbosa mentiu ao afirmar que fiz tais pagamentos em dinheiro ao Eder Moraes. Para isso, se comprometeu a fazer suplementação orçamentária no duodécimo da corte de contas.

Segundo o delator, desde 1999 as Mesas Diretoras da Assembleia de Mato Grosso eram escolhidas mediante pagamento de propina.

"Em nota, Blairo negou as acusações de Silval e lamentou o que chamou de ataques à sua reputação".

"[A partir das delações] revelou-se a existência de uma organização criminosa instalada no alto escalão do Estado de Mato Grosso, que funcionou especialmente entre os anos de 2006 a 2014", afirmou o procurador-geral. Jamais utilizei de meios ilícitos na minha vida pública ou nas minhas empresas.

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