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Collor vira réu na Lava-Jato por corrupção e lavagem, decide STF

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STF: Collor vira réu na Lava Jato por supostos desvios na BR Distribuidora

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira denúncia contra o senador Fernando Collor (PTC-AL) e outras duas pessoas por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

O relator Edson Fachin rejeitou as acusações de obstrução de justiça e peculato e foi acompanhado pelos demais integrantes da turma: Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes. Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, além de Collor, estão envolvidos no suposto esquema a mulher do senador, Caroline Collor, e mais seis acusados que atuavam como "operadores particulares" e "testas de ferro" no recebimento dos valores.

Ele foi acusado de receber mais de R$ 30 milhões em propina por negócios da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras na venda de combustíveis, e agora passa oficialmente a responder ao processo, ao final do qual poderá ser condenado ou absolvido.

Segundo o ministro, que é relator da denúncia, há indícios legais que autorizam a abertura de ação penal contra o senador. Também virou réu Luís Amorim, diretor-executivo das Organizações Arnon de Mello, responsável pela TV Gazeta de Alagoas - ele teria recebido R$ 1 milhão do doleiro Alberto Youssef para repassar ao senador.

A denúncia afirma que o senador comprou carros de luxo com o dinheiro da suposta propina. Os carros foram apreendidos em julho.

A Defesa de político pediu a rejeição da denúncia da PGR por falhas técnicas na acusação. O defensor de Collor sustentou durante o julgamento que não há provas de que o parlamentar teria recebido dinheiro desviado.

"Não há prova efetiva de que o senador Collor de Mello tivesse recebido dinheiro destas entidades às quais estaria vinculado, ou seja, a BR Distribuidora, os postos de gasolina ou as empresas privadas às quais fazia contrato. Não há uma prova de que o ingresso nas contas do senador advém dessas empresas ou de atos vinculados à realização desses contratos", enfatia o advogado do parlamentar Juarez Tavares.

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