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Programa partidário aprofunda racha no PSDB

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Correio Braziliense

O prefeito de São Paulo, João Doria, não quis comentar o programa. Já aliados do presidente em exercício do PSDB, Tasso Jereissati (CE), argumentam que o programa funcionou parar marcar um contraponto aos demais partidos, especialmente o PT. Em vídeo de cerca de dez minutos, os tucanos vão veicular propaganda partidária em cadeia nacional de rádio e TV com uma crítica definitiva sobre a gestão do peemedebista. "O partido não está rachado, não".

Na cerimônia de inauguração da nova unidade do SESC, o prefeito afirmou que em breve vai anunciar um amplo projeto de revitalização do centro.

Os tucanos seguem numa grave dificuldade porque Aécio perdeu as condições morais e políticas de presidir o partido, Tasso não agrega ninguém e não há nenhum nome consensual que demonstre capacidade de aglutinação. Para Marinho, o programa foi um erro porque colocou como responsabilidade do PSDB os "desgovernos dos últimos 13 anos, que foram do PT". O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pré-candidato à Presidência, quer que a definição do nome do candidato seja feita no fim deste ano, por meio de prévias.

Para evitar conflitos com o governo, a presidência do PSDB evitou fazer menções diretas ao governo.

Sem mencionar diretamente Temer ou a concessão de verbas e benefícios que o Palácio do Planalto pôs em campo, nas últimas semanas, para livrá-lo da denúncia por corrupção passiva, o filmete vai sugerir que o governo exerce um "presidencialismo de cooptação". A reação dos tucanos no primeiro escalão governista foi imediata: os ministros Aloysio Nunes (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) criticaram o programa e ampliaram a fissura com a ala favorável ao desembarque do governo e às mudanças internas. "Os cargos são do presidente da República que tem toda a liberdade para utilizá-los da forma que achar melhor para o seu governo", afirmou o presidente licenciado do partido.

O PSDB exibiu ontem seu programa de televisão. "Isso tem gerado muito desconforto para quem discorda dele".

O senador Ricardo Ferraço também faz parte desse grupo que quer recuperar a linha programática do antigo PSDB, e diz que é preciso assumir que o partido associou-se a um modelo falido que precisa ser modificado. "Eu não gostei do programa e muitos parlamentares dividiram essa mesma impressão comigo". "Eu repudio qualquer insinuação de voto na agenda de reformas por conveniência ou vantagens", completou.

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