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Mendes defende, em SP, redução de candidatos e adoção de 'semipresidencialismo'

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De acordo com as informações levantadas pela PF Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha do empresário

Nesse meio tempo, um espectador sentado na primeira fileira da plateia carregava tomates destinados ao ministro Gilmar. Gilmar também propôs que o Brasil adote "algo próximo do semipresidencialismo".

O modelo semipresidencialista é um sistema de governo híbrido que une o parlamentarismo à preservação de alguns poderes do presidente eleito pelo voto direto. "É inevitável", disse ele ressaltando que se houvesse uma consulta popular as pessoas seriam contra o financiamento público e o corporativo.

O ministro do STF também ressaltou o uso de "laranjas" nas eleições de 2016 - dos 700 mil doadores oficiais, 300 mil não tinham capacidade financeira para tal. "Esse dado sugere uma grande instabilidade no sistema", completou.

Gilmar Mendes citou como exemplo a decisão que derrubou a cláusula de desempenho em 2006.

"Por isso o meu temor de que nós comecemos a ter dinheiro ilícito de outras fontes", disse Gilmar, citando que há dinheiro de narcotráfico em campanhas mexicanas. Ele compareceu ao fórum sobre reforma política organizado pelo jornal "O Estado de S. Paulo", no qual Mendes foi palestrante, apenas para acertá-lo. Ao final do evento, Gilmar Mendes disse que os protestos "são absolutamente normais" e "fazem parte da democracia".

Embora tenha sido padrinho de casamento da filha de Barata, Mendes reafirmou que não há nenhum impedimento para que ele julgue o caso.

Também na sexta, os procuradores da Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro pediram, pela segunda vez, para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entre com uma ação para que seja declarada a suspeição do ministro Gilmar Mendes neste caso do empresário Jacob Barata Filho.

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