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EUA e Coreia do Sul fazem exercícios militares

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Soldados sul-coreanos nos exercícios conjuntos com os Estados Unidos do ano passadoMais

Um novo ciclo de escalada nas tensões deve começar nesta semana na Península Coreana, já que os Estados Unidos e a Coreia do Sul iniciam nesta segunda-feira, 21, seus exercícios militares anuais, que têm um histórico de enfurecer o regime norte-coreano.

A Coreia do Norte já afirmou que os treinos são como "gasolina em chamas", vendo-os como uma preparação para uma invasão.

No domingo, o jornal oficial do governo da Coreia do Norte, o "Rodong Sinmun", avançou que os exercícios piorariam o estado do país e advertiram sobre uma "fase incontrolável de uma guerra nuclear". Apesar da ameaça, Washington e Seul lançaram o treinamento de 11 dias, conforme previsto. Em comparação com a Coreia do Sul, o número dos soldados norte-americanos totaliza 17,5 mil, uma redução de 7500 combatentes, em relação a 2016.

Os exercícios, que correspondem à maior simulação bélica computorizada do mundo, incluem este ano representantes de sete países (Austrália, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca e Colômbia) do Comando das Nações Unidas que tomou partido por Seul na Guerra da Coreia (1950-1953).

Além dos treinamentos práticos em campo, estão realizando operações usando sistemas de computação, segundo a mídia sul-coreana. Os aliados afirmaram que os exercícios são de natureza defensiva. No ano passado, Pyongyang realizou seu quinto teste nuclear após os exercícios militares sul-coreanos e americanos. Segundo o analista Chun Yung-woo, do centro de estudos Peninsula Future Forum, a Coreia do Norte deve considerar os exercícios militares como mais ameaçadores que a retórica belicosa de Trump. O objetivo da operação militar é garantir a segurança da Coreia do Sul.

Em resposta, Pyongyang prometeu lançar uma salva de mísseis perto do território americano de Guam, no Pacífico. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, posteriormente recuou, dizem que observaria como Washington vai agir, antes de prosseguir com eventuais planos de lançamento de mísseis.

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