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Barcelona: jovem que estava desaparecida é a segunda vítima mortal portuguesa

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Não estava ainda claro se o motorista da van em Barcelona estaria entre os presos ou entre os suspeitos mortos

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luis Carneiro, disse hoje à Lusa que não há portugueses entre as vítimas do atentado de Barcelona, que provocou 13 mortos e 100 feridos.

A segunda vítima agora identificada é uma mulher de 20 anos que estava dada como desaparecida.

Apesar do apoio financeiro às vítimas dispensado pelas autoridades catalãs, José Luís Carneiro deixou a garantia de que o Governo português assumiu as responsabilidades para com as famílias, "por determinação do Primeiro-ministro", que "entendeu que o Estado português não deveria alienar a sua responsabilidade, independentemente do acerto de contas que possa haver com as famílias em relação às despesas que foram realizadas".

O atentado, reinvincado pelo Daesh (que fez a reivindicação de Barcelona no próprio dia, mas só este sábado a de Cambris), teve um planeamento complexo e para além dos dois ataques na quinta-feira, uma explosão na véspera, em Alcanar, também estava ligada ao plano: ter-se-ia tratado de uma tentativa de usar botijas de gás como bomba para pôr nos veículos.

Os pais da jovem ainda não puderam ver o corpo da filha, razão pela qual a secretaria de Estado pede "toda a celeridade processual", quer no apoio à transladação dos corpos quer nos esforços relativos às autópsias. Um ano depois, na Indonésia, o soldado paraquedista Diogo Riberinho foi uma das 202 vítimas mortais dos atentados de outubro de 2002 na ilha de Bali.

Os Mossos d'Esquadra ativaram rapidamente o "dispositivo previsto para casos de atentado consumado" e detiveram quatro pessoas nas primeiras horas que se seguiram ao atropelamento - duas na quinta-feira à noite e outras duas na madrugada de sexta-feira -, mas nenhum deles é o suposto condutor da carrinha. Na Tunísia, em 2015, Maria da Glória Moreira, 76 anos, viúva, foi uma das 38 vítimas mortais de um ataque terrorista a um resort em Sousse, a 26 de junho.

O suspeito em fuga agora identificado morava na cidade de Ripoll, a norte de Barcelona, onde a polícia deteve na sequência do ataque três pessoas.

Entre os que prestaram homenagem às vítimas do atentado, encontrava-se, por exemplo, o rei Felipe VI, o presidente do Governo, Mariano Rajoy, o presidente da Generalitat da Catalunha, Carles Puigdemont, e a presidente da Câmara de Barcelona, Ada Colau.

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