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Vaccarezza teria recebido US$ 500 mil em propinas, diz PGR

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Laycer Tomaz Câmara dos Deputados

Neste momento, estão sendo cumpridos 29 mandados de busca e apreensão, 11 mandados de condução coercitiva e seis mandados de prisão temporária, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

De acordo com o comunicado da PF, na chamada Operação Sem Fronteiras "é investigada a relação espúria entre executivos da Petrobras e grupo de armadores estrangeiros para obtenção de informações privilegiadas e favorecimento obtenção de contratos milionários com a empresa brasileira".

O ex-deputado, que deixou o Partido dos Trabalhadores (PT), é suspeito de receber 500 mil dólares (425 mil euros) como suborno para favorecer contratos entre a Petrobras e uma empresa estrangeira.

Instado por jornalistas a comentar a reforma política em andamento na Câmara, o procurador Paulo Roberto Galvão de Carvalho, da força-tarefa da Lava-Jato no Ministério Público Federal, foi crítico. O ex-deputado petista Cândido Vacarezza, que foi líder dos governos Lula e Dilma na Câmara, é um dos alvos de prisão da Operação Abate. O PT disse desconhecer a investigação relativa ao ex-filiado. "Não temos mais espaço para isso no país". "E que vamos continuar trabalhando, mas que as pessoas precisam ter calma, porque nós temos as limitações e nem sempre a notícia simples de uma colaboração já é suficiente para uma investigação ser concluída", informou. Nesta relação criminosa, recursos foram direcionados para pagamentos indevidos a executivos da estatal e agentes públicos e políticos, além do próprio ex-parlamentar.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, hoje delator, também teria sido beneficiado pelo esquema. Ele é investigado pelo recebimento de cerca de US$ 500 mil em propina.

Também foram presos o empresário Henry Hoyer de Carvalho, apontado como operador do PP, e o ex-gerente da Petrobras Márcio Aché.

O esquema foi descrito pela primeira vez por Paulo Roberto Costa ainda no final de 2014, mas as citações a Vaccarezza -que ainda era parlamentar à época- foram consideradas superficiais.

Vaccarezza foi ouvido no âmbito de inquérito no qual Vander Loubet era acusado de receber propinas em troca da manutenção de dirigentes da BR Distribuidora, no âmbito de esquemas ligados ao senador Fernando Collor (PTC-AL). Houve, então, a celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões. "Na divisão de valores das propinas, há documentos indicando seu direcionamento tanto para a "casa" (funcionários da Petrobras) como para o "PT".

Foi também decretada a prisão temporária do representante da Sargeant Marine no Brasil.

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