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Moro nega pedido de suspensão de interrogatório de Lula

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Lula no sítio de Atibaia em uma das imagens que aparecem na denúncia do MPF- Reprodução

Os investigadores apuram se a Odebrecht usou 1 terreno e 1 apartamento em São Bernardo do Campo como forma de propina ao ex-presidente.

O Ministério Público alega que ele próprio não tem acesso ao sistema de propinas da Odebrecht, mas a defesa lembra que um delator da empreiteira relatou aos procuradores, em depoimento, ter acesso à chave.

Moro alega que Lula se beneficiou do esquema de corrupção na Petrobras, no entanto o criminalista afirma que não há provas no processo julgado por Moro de que Lula se beneficiou desse esquema.

O pedido de suspensão dos interrogatórios agendados para o próximo mês havia sido apresentado nessa quinta-feira (17) pela defesa de Lula.

"O pleito da Defesa de suspensão dos interrogatórios carece de qualquer base legal, motivo também pelo qual deve ser indeferido", escreveu Moro, em seu despacho. "Não cabe trazer aos autos as eventuais comunicações entre o MPF e o Ministério Público da Suíça para satisfazer as especulações da Defesa", decidiu o juiz. A defesa nega que Lula seja o proprietário do imóvel e recorre da decisão. Moro é o juiz responsável pelos julgamentos em 1ª instância da operação.

Os depoimentos são relativos à 2ª ação penal contra o ex-presidente na Lava Jato. Este argumento, entre outros, é praticamente o mesmo apresentado pela equipe de advogados, que defendem o ex-presidente Lula. O empreiteiro Marcelo Odebrecht, o ex-diretor do setor de realizações imobiliárias da construtora, Paulo Ricardo Baqueiro de Melo, e o empresário Dermeval de Souza Gusmão Filho serão ouvidos no dia 4 de setembro. A defesa do petista havia solicitado a suspensão da data do interrogatório, marcado para 13 de setembro, em Curitiba.

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