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Rio Grande do Sul tem segunda menor taxa de desemprego do País

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Desempregados no Rio chegaram a 1,3 milhão de pessoas

O detalhamento da PNAD apresentado nesta quinta-feira mostrou, ainda, que, à exceção do Nordeste, o número de desempregados caiu em todas as grandes regiões do país entre o primeiro e o segundo trimestre do ano.

O mercado de trabalho brasileiro encerrou o segundo trimestre do ano com 26,3 milhões de trabalhadores desocupados e subocupados - cerca de 200 mil a menos que no trimestre anterior. No primeiro trimestre, a taxa foi de 14,5%. "Ou seja, o mercado contratou mais pessoas subocupadas", resumiu Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. Piauí (38,6%), Bahia (37,9%) e Maranhão (37,7%) são as Unidades da Federação que apresentam as maiores taxas compostas de subutilização da força de trabalho.

A taxa de desocupação desagregada por cor ou raça continuou mostrando que entre as pessoas que se declararam brancos (10,3%) ficou abaixo da média nacional, porém a dos pretos (15,8%) e dos pardos (15,1%) ficou 3,8 e 3,1 pp acima, respectivamente. "Ou seja, nestes estados falta trabalho para quase 40% da população", enfatizou Azeredo. Dos empregados do setor privado, 75,8% tinham carteira de trabalho assinada. A força de trabalho potencial é formada por pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuram, ou procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar no momento da pesquisa. O total da população desocupada -que são desempregados em busca de oportunidade- somou 13,5 milhões de pessoas, queda de 4,9%.

O mercado de trabalho deu sinais de melhora no segundo trimestre, porém puxado pelo aumento do subemprego.

A indústria paulista gerou 152 mil postos de trabalho em apenas um trimestre. Frente ao primeiro trimestre de 2017, o número ficou estável.

Os dados da Pnad Contínua também mostram que em todo o país, as mulheres representam 50,8% da população que estava desocupada no segundo semestre de 2017.

"Segundo ele, o ritmo de fechamento de postos de trabalho diminuiu no primeiro semestre de 2017, com a economia no fundo do poço, após uma queda de mais de 9% do PIB per capita e mais de 14 milhões de desempregados, segundo o IBGE", destacou Clemente.

"A geração e manutenção do emprego é uma das principais preocupações do governo".

Leia também: Reforma Trabalhista: O que acontece agora após a demissão? Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 14%, mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo, 6,4%. Novamente, as regiões Nordeste (60,8%) e Norte (59,0%) tinham as menores índices.

Só é considerado desocupado, e entra na estatística de desemprego, quem não está trabalhando, procurou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa e estava apto a começar a trabalhar. Se resgatado o mesmo trimestre do ano passado, a proporção foi de 33,2%.

No período, o rendimento médio real dos brasileiros se manteve estável em R$ 2,1 mil.

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