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Confronto em presídio deixa 37 mortos na Venezuela

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Polícia acusada de massacre em prisão na Venezuela

Forças de segurança venezuelana são acusadas de terem matado 37 presos durante uma operação noturna numa cadeia no estado do Amazonas, no sul do país, segundo refere o governador da região.

O procurador-geral revelou que já designou dois procuradores para liderarem "o inquérito sobre a morte de 37 pessoas durante um motim no centro de detenção judiciário das Amazonas".

Guarulla disse que a violência foi fruto de brigas internas dos detentos na prisão de Puerto Ayacucho, capital do estado. "As forças especiais entraram no local por volta da meia-noite e durante a noite ouvimos tiros e explosões", afirmou Guarulla.

Opositor ao governo do presidente Nicolás Maduro, ele classificou o ocorrido como um "massacre" causado pela atuação de uma Unidade Especial do Ministério de Relações Interiores Justiça e Paz, que tentou tomar "à força" o controle da penitenciária.

Em declarações ao jornal espanhol El Mundo, o director da organização não-governamental Una Ventana a la Libertad, Carlos Nieto, diz que este é o primeiro incidente do género num centro de detenção preventiva, onde os suspeitos não ficam mais de 48 horas.

O Ministério da Informação da Venezuela, que processa pedidos da mídia para o governo, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A Venezuela conta com cerca de 30 prisões, muitas das quais enfrentam superlotação e são dominadas por gangues ligadas ao narcotráfico e ao tráfico de armas.

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