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KimJong-Un recua e diz que por agora não vai atacar Guam

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O líder norte-coreano Kim Jong Un inspeciona seu destacamento da defesa no extremo sul do litoral sudoeste da Coreia do Norte em 5 de maio de 2017

O recuo de Kim Jong-Un segue-se a um endurecimento das posições dos Estados Unidos, cujo Presidente avisou que caso a Coreia do Norte lançasse mísseis contra a ilha de Guam, iria sentir o "fogo e a fúria" do seu poderio militar.

No sábado (12), o presidente da China, Xi Jinping, pediu ao chefe de Estado dos Estados Unidos, Donald Trump, contenha o tom das declarações e ações para evitar a escalada na tensão na Península Coreana, após vários dias com trocas de ameaças entre Washington e Pyongyang.

"O presidente Trump afirmou que os EUA estão prontos a reagir e se defender no caso de qualquer ameaça ou iniciativa tomada pela Coreia do Norte contra os EUA ou contra os seus aliados - a Coreia do Sul ou o Japão", comunicou a Casa Branca citada pela Reuters.

McMaster afirmou ainda que, caso seja necessário, o governo americano está pronto para lidar com a Coreia do Norte militarmente. No passado, Jae-in já disse que o exército sul-coreano deveria retomar o controle operacional de suas forças sob condições de guerra.

Mattis disse ainda que a detecção de mísseis pode determinar rapidamente caso a Coreia do Norte lance um míssil contra Guam e que pode detê-lo. "Não deve mais haver guerra na península coreana".

A porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, disse na semana passada que os Estados Unidos não descartam o diálogo com a Coreia do Norte, país com o qual não tem relações diplomáticas, mas que não vai "negociar antes de chegar à mesa negociadora". Mas diplomatas dizem que cerca de 2 bilhões de dólares a mais em exportações podem ser colocados em lista negra para cortar financiamentos de programas de Pyongyang de mísseis balísticos e armas nucleares.

O secretário de Defesa norte-americano, James Mattis, garantiu que o país busca apoio, especialmente da China, para diminuir as tensões e buscar uma solução diplomática.

Embora tenham admitido que a possibilidade de uma guerra com a Coreia do Norte seja maior do que era há dez anos, autoridades americanas disseram neste domingo, 13, que um confronto militar com Pyongyang não é iminente.

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