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Morte de mil bovinos é problema isolado sem riscos para Mato Grosso

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Animais estão sendo enterrados na própria propriedade onde aconteceram as mortes | Divulgação

Exames confirmaram que botulismo foi a causa da morte dos 1,1 mil bovinos em uma propriedade rural, no município de Ribas do Rio Pardo, em 7 de agosto.

Atualizado em 08/08/2017 10h33Órgão deve divulgar nota técnica até o fim desta terça-feira para comentar o caso. O órgão só vai se posicionar sobre o caso por meio de nota técnica que deve ser publicada ao longo do dia.

Os animais foram estavam confinados na fazenda Marca 7 de propriedade do pecuarista Pérsio Airton Tozzi. Segundo ele, todos os animais da propriedade já haviam sido vacinados, em cumprimento ao que determina o Ministério da Agricultura. O Iagro informou que a suposta doença não é contagiosa e não é possível a transmissão para bovinos de outras fazendas.

Conforme os institutos, na última quinta-feira amostras dos animais foram encaminhadas à Unidade Laboratorial de Raiva e Botulismo do Laboratório de Diagnósticos de Doenças Animais e Análises de Alimentos.

Caso o resultado seja positivo, elas serão analisadas novamente em São Paulo. O Departamento diz, no entanto, que como não se trata de uma doença transmissível, "não é desencadeada uma ação de emergência".

Ressaltou ainda que os indícios já apontavam para que a contaminação tivesse ocorrido com a ingestação de silagem úmida de milho, que estava embolorada, o que oferecia as condições mais propícias a proliferação da bactéria que causa o botulismo.

A recuperação é lenta e exige internação hospitalar principalmente para o controle das complicações, como problemas respiratórios que podem ser fatais.

No ser humano, a doença também ataca o sistema nervoso, podendo levar a morte conforme a quantidade de toxina expelida pela bactéria.

O Campo Grande News entrou em contato com a SFA (Superintendência Federal de Agricultura), mas o órgão disse que não se manifestará sobre o caso porque ele está sendo apurado pela Iagro. A reportagem entrou em contato com o Laboratório de Anatomia Patológica da universidade, que se recusou a dar qualquer informação.

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