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Coreia do Norte ameaça responder sanções com mar de fogo

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Coreia do Norte ameaça responder sanções com mar de fogo

O Conselho de Segurança das Nações Unidas votará neste sábado um projeto de resolução apresentado pelos Estados Unidos para endurecer as sanções contra a Coreia do Norte, informaram nesta sexta-feira fontes diplomáticas. Além disso, qualificou as sanções aprovadas no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas contra Pyongyang como ilegais. Em resposta, o regime norte-coreano anunciou que irá estudar cuidadosamente a possibilidade de um ataque com míssil a uma base militar dos EUA em Guam.

Em um comunicado, divulgado pela emissora estatal "KCNA", Pyongyang destacou ainda que é alvo de um "odioso complô dos EUA para isolar e sufocar" o país porque as novas sanções são uma "violenta violação de nossa soberania".

A comunidade internacional estava em grande parte convicta de que, apesar de terem se passado 10 anos desde o primeiro teste nuclear de Pyongyang, em outubro de 2006, o país ainda precisava de alguns anos para poder dominar a miniaturização de armas nucleares.

O chanceler chinês reuniu-se na capital filipina com o seu homólogo norte-coreano, Ri Hong-Yo, e exortou Pyongyang a cessar seus testes nucleares e de mísseis balísticos.

O chefe da diplomacia norte-americana, Rex Tillerson, afirmou hoje que o presidente Donald Trump enviou uma "mensagem forte" à Coreia do Norte "numa linguagem que Kim Jong-un pode compreender". "É acima de tudo uma questão de estado de espírito". Ambos poderiam ter vetado a resolução.

"Se os Estados Unidos acreditam que estão em segurança porque um oceano nos separa, nada poderia ser um julgamento mais equivocado do que isto", completa o comunicado, que também ameaça os países "que colaboraram com os Estados Unidos" nesta resolução, que deverão "prestar contas".

Após atingir patamares recordes na sessão, os três principais índices de Wall Street mergulharam depois que Trump disse que a Coreia do Norte vai enfrentar "fogo e fúria" como o mundo nunca viu se ameaçar os Estados Unidos.

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