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Maduro pede diálogo com países que se opõe ao seu governo

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Maduro manda cercar Ministério Público

A Venezuela registra desde o dia 1º de abril uma série de manifestações que já deixou 121 mortos, situação que se agravou desde a eleição da Assembleia Nacional Constituinte, da qual a oposição não participou por considerar o processo fraudulento.

Pouco antes, a cúpula da ALBA tinha adotado uma resolução na qual os países-membros - entre os quais se destacam Cuba, a própria Venezuela, Equador, Bolívia e nações do Caribe - expressam seu respaldo à Constituinte e rejeitam as sanções contra funcionários venezuelanos adotadas pelos Estados Unidos.

Manifestam "o pleno apoio e solidariedade para com a Assembleia Nacional, democraticamente eleita", vincando que os atos jurídicos que requeiram autorização do parlamento, só vão ser reconhecidos quando sejam aprovados por este órgão.

Seis opositores ao governo de Nicolás Maduro, entre eles cinco juízes nomeados pela Assembleia Nacional, estão abrigados na residência do embaixador do Chile em Caracas e terão asilo político "imediato" se pedirem, assegurou Muñoz. O tribunal ordenou ainda uma investigação a outro proeminente autarca de Caracas, Davied Smolansky, sobre o qual recai a mesma acusação de incumprimento de uma ordem policial.

Na sua página no Twitter Luísa Ortega disse que aquele é um "cerco" militar, publicando fotos aparentemente tiradas de câmaras de segurança que mostravam cerca de 30 guardas nacionais.

O dirigente chavista Diosdado Cabello, um dos líderes do polêmico processo constituinte que se desenrola na Venezuela, disse nesta segunda-feira (7) à imprensa que seu país retornará ao Mercosul quando a democracia voltar a Brasil, Argentina e Paraguai.

Na ocasião, Aloysio Nunes ressaltou o entendimento que motivou a decisão adotada pelos países fundadores do Mercosul no último sábado (5), em São Paulo, de aplicação da cláusula democrática à Venezuela.

Os países em causa comprometeram-se a "analisar a crítica situação na Venezuela e explorar formas de contribuir para a restauração da sua democracia, através de uma saída pacífica e negociada".

Em nota, os chefes dos MPs descrevem o ato de remoção de Luisa Ortega como ilegal e um "atentado à autonomia e à independência do Ministério Público venezuelano".

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