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Crítica de Gilmar a Janot é 'previsível' e 'inoportuna', dizem procuradores

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Ministro Gilmar Mendes afirma estar satisfeito com a eleição no Amazonas

Em nota, a ANPR repudiou os ataques "absolutamente sem base e pessoais" a Janot proferidos nos últimos dias.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou durante coletiva na tarde deste domingo (6), em Manaus, que a eleição suplementar para o governo do Amazonas é satisfatória sob sua visão. Ele não tem preparo jurídico nem emocional para dirigir um órgão dessa importância - afirmou Gilmar.

De acordo com Temer, Janot tem agido politicamente e refere-se ao pedido do procurador ao STF para que inclua o presidente no inquérito do "quadrilhão" do PMDB. A PGR negocia as delações do ex-deputado Eduardo Cunha e do operador financeiro Lúcio Funaro, ambos presos pela Lava Jato. Ele disse que o STF ficou a reboque da PGR no caso da Lava Jato e desejou ao procurador-geral "uma boa viagem" ao ser questionado sobre a saída do procurador no mês que vem e como avalia uma nova denúncia contra Temer a ser apresentada pelo procurador. Sempre fui uma voz vencida na Segunda Turma quanto ao aumento das prisões da Lava Jato. Segundo ele, a homologação deve ser feita pelo colegiado de ministros. Segundo o presidente da entidade, "é deplorável que um ministro do STF esqueça reiteradamente de sua posição para tomar posições políticas (muito próximas da política partidária) e ignore o respeito que tem de existir entre as instituições".

"Não é o comportamento digno que se esperaria de uma autoridade da República".

Rodrigo Janot foi duas vezes nomeado para o cargo de PGR depois de escolhido em Lista Tríplice pelos seus pares, a última delas com consagradora votação de quase 80% de sua classe. Dos quatro presidentes da nova República, só dois terminaram o mandato integralmente. Em ambas as indicações foi aprovado pelo Senado Federal por larga margem, tudo isso a demonstrar o apoio interno e externo que teve, mercê de seu preparo técnico, liderança e história no Ministério Público Federal. Não por outro motivo tem o apoio da população brasileira.

Mendes concordou com a manutenção de Fachin, mas defendeu que o Ministério Público não pode ter todo o poder sobre o acordo de delação premiada. "Tampouco, todavia, teme ou hesita o MPF em desagradar quem quer que seja, quando trabalha para o cumprimento da lei e promove a justiça", afirmou. Estamos em uma República, e ninguém nela está acima da Lei.

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