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1PSDB deve votar a favor da denúncia

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Congresso retoma trabalhos após recesso parlamentar

Por fim, o relator reafirmou que seu relatório traz a conclusão de que deve ser negada a licença para que a denúncia seja autorizada imediatamente pela Câmara dos Deputados.

Algumas restrições de acesso à Câmara foram estabelecidas para a sessão de hoje, entre elas a proibição da entrada de visitantes.

O governo precisava que ao menos 172 parlamentares se manifestassem a favor do relatório de Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) - que recomendava o arquivamento da denúncia -, estivessem ausentes ou se abstivessem de votar. As opções eram "sim", "não" ou "abstenção".

Durante o discurso, o relator disse que o mecanismo de autorização prévia da Câmara para a instauração do processo se origina de uma avaliação de que o possível afastamento do presidente pode ser prejudicial ao país e trazer impacto político e econômico.

A 'tropa de choque' de Temer faz um jogo de empurra e admite o plenário pode não ter os 3/4 dos 513 deputados.

Relembrando: para a denúncia ser aceita é necessário que obtenha 342 votos contra o processo.

Depois de tantas traições na base aliada, alguns partidos que não ocupam cargos de primeiro escalão já estão se manifestando no sentido de exigir mais espaços, excluindo os infieis de seus postos, isto irá gerar, de um lado, um apetite fisiológico e de outro vai acirrar os ânimos entre parlamentares que pretendem continuar na base de um governo moribundo e outros que desejam pular for a do barco para não afundarem juntos com Temer, o PMDB, PSDB e DEM nas eleições de 2018.

"Votar à noite também é fundamental, para que os trabalhadores acompanhem", defendeu o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE).

Dessa forma, os deputados pedem que seja assegurado "em qualquer caso, o mesmo tempo de fala previsto para o relator do parecer vencedor e para a defesa do presidente Michel Temer", de forma a garantir a igualdade entre as partes e o contraditório entre acusação e defesa, nos termos do artigo 5º, inciso LV, da Constituição. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR).

A decisão teria causado "mal-estar" na bancada, que na CCJ preferiu liberar os parlamentares e não orientar voto.

Antes de ser analisada em plenário, a denúncia da PGR contra Temer foi discutida na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

"O PSDB fechou questão para ficar em cima do muro".

ReforçoO presidente confirmou a exoneração de 11 ministros para reforçar o quórum da sessão da Câmara.

Pelo texto, o Funrural (Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural) terá alíquota reduzida de 2,1% para 1,3% para dívidas vencidas até 30 de abril de 2017.

Entre os deputados que ajudaram o presidente estão Bruno Araújo (PE) e Antonio Imbassahy (BA), que ocupam respectivamente o Ministério das Cidades e a Secretaria de Governo, mas que foram exonerados para que votassem a favor de Temer. Os produtores com débitos em atraso poderão parcelar as dívidas e terão descontos de 25% nas multas.

Análises apontam que o presidente tem cerca de 180 votos de deputados, o que barraria com facilidade a proposta.

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