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Chanceleres do Mercosul discutem futuro da Venezuela no bloco

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Bandeiras dos países do Mercosul

"Houve uma ruptura da ordem democrática na Venezuela", disse. É a segunda vez que o bloco aplica essa decisão contra um país-membro desde a sua criação.

"E, por consequência, o Brasil vai propor que ela seja suspensa do Mercosul até que a democracia volte", escreveu em postagens em sua conta no Twitter. "O objetivo é ter uma transição pacífica e a libertação dos presos políticos".

"Queremos que a Venezuela volte e esperamos que volte". "É ruim pôr para fora da porta um país irmão, mas fizemos isso com firmeza, algo que nos causa grande dor".

A decisão foi baseada na cláusula do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1996, que afirma que os países do bloco devem respeitar a democracia.

O Mercado Comum do Sul considera que a Venezuela deve dissolver a Assembleia Constituinte eleita no domingo, que tomou ontem posse.

Desde abril, a Venezuela vive uma onda de manifestações a favor e contra o governo, muitas delas violentas e que já deixaram cerca de 100 mortos e mais de mil feridos. Empossado na última sexta, num processo denunciado por fraudes, o grupo deverá reescrever a Constituição venezuelana e reger Caracas por tempo indefinido.

Com a suspensão, a Venezuela só poderá voltar a exercer sua posição no bloco quando passar por uma mudança de regime, com a realização de eleições livres.

O presidente venezuelano, foi consultado sobre a possibilidade de se reunir com a oposição em território do Brasil, com a mediação do Mercosul, mas este rejeitou a oferta. "Os venezuelanos que quiserem vir ao Brasil serão acolhidos", disse o ministro brasileiro.

Na visão de Loizaga, a situação na Venezuela confirma que "não existe o Estado de direito", o que ficou ainda mais agravado após a transferência a uma prisão militar dos líderes opositores Antonio Ledezma e Leopoldo López, que estavam em prisão domiciliar.

A decisão foi aprovada por unanimidade e anunciada neste sábado (5), após uma reunião em São Paulo, da qual participaram representantes do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai, os quatro países fundadores do bloco.

Fontes diplomáticas argentina, paraguaia e brasileira, de acordo com o portal, avaliam que inclusive não se descarta a aplicação do Protocolo de Ushuaia, culminando na expulsão da Venezuela do Mercosur.

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