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Ex-secretário de Eduardo Paes é preso na Lava Jato

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Fabio Rossi

O ex-secretário aproveitava a visita às obras para receber o dinheiro através de funcionários da Carioca Engenharia. Os valores não chegaram a ser integralmente pagos. A polícia também cumpre mandados em um condomínio no Pontal do Recreio, também na zona oeste da cidade.

Uma das delações, que serviram como base da Operação Rio 40 Graus, aponta que o valor negociado sem sempre era pago na íntegra. Diretores e executivos da empresa contaram que Alexandre Pinto exigia 1% do valor de cada contrato; 3% iam para as equipes de fiscalização das obras e mais 1% para agentes públicos ligados ao Ministério das Cidades.

O ex-secretário também recebia 1% de propina da obra dos rios de Jacarepaguá.

As investigações se basearam em contratos da gestão de Paes e na delação da Carioca Engenharia. "Neste braço do esquema, foi identificado o pagamento de R$ 6,49 milhões por meio de contrato fictício com o escritório de advocacia de Vanuza Sampaio, que repassava os valores a Laudo e cuja prisão preventiva também foi decretada", afirmou o MPF.

O objetivo da transação, segundo a denúncia, seria viabilizar a liberação dos recursos para o projeto. A obra custou quase R$ 2 bilhões.

Todos são acusados de participar de um esquema na construção de um trecho do BRT carioca, que rendeu um total de 35,5 milhões de reais em propinas.

O procurador da República Sérgio Pinel afirmou que o esquema estadual de cobrança de propina às empresas era replicado na Secretaria Municipal de Obras.

As investigações apuram se o esquema atribuído ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral se reproduziu em outras esferas de poder comandadas pelo PMDB no estado.

"Dá para perceber conexão entre os dois esquemas e chegamos a uma nova frente".

"Acho que a gente tem um herói nessa realização dessas Olímpiadas, que é o nosso secretário Alexandre Pinto que está aqui, que aguenta o tranco com muita valentia", disse então Eduardo Paes. As armas estariam ali porque Falcão era um colecionador, mas sua autorização para colecionar estava vencida a muito tempo. Para o MPF, as joias representam um sinal de lavagem de dinheiro.

No Rio de Janeiro, o alvo de uns dos mandados foi o ex-secretário municipal de obras do Rio nas duas gestões do ex-prefeito Eduardo Paes, Alexandre Pinto. No texto, o peemedebista demonstra cautela e não descarta a possibilidade de confirmação das suspeitas em relação a seu ex-auxiliar.

Nesta quinta (3), o ex-prefeito Eduardo Paes, do PMDB, disse em nota que Alexandre Pinto é um servidor de carreira e que a nomeação dele não foi política.

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