olemenews.com

Global

Eleições para Assembleia Constituinte repetidas em dois municípios — Venezuela

Share
Venezuela pagou US$ 30 bi à Odebrecht por obras incompletas diz procuradora

A votação que elegeu os membros que reescreverão a Constitução venezuelana está sendo investigada pela Procuradoria e pelo Parlamento após denúncias de manipulação.

"Império, selvagem e bárbaro, não se meta com a Venezuela, que a Venezuela nunca se deprimirá, nem se entregará", manifestou ela na cerimônia marcada pela surpreendente ausência de Maduro.

Entretanto, o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano anunciou que vai processar a SmartMatic por dar informações "sem fundamento" sobre os resultados das eleições de domingo.

Durante o discurso de tomada de posse, que está a ter lugar a esta hora, Delcy Rodríguez começou por dizer que a Constituinte veio para "defender a Constituição, fortalecê-la e a renová-la".

Rodriguez deixou o cargo de chanceler recentemente para se candidatar a uma das vagas da Assembleia Constituinte, eleita no último domingo em votação polêmica. Não achem que vamos esperar semanas, meses, anos. "Vamos agir a partir de amanhã [sábado]", disse. Além disso, foram proibidas todas as candidaturas a partir de partidos políticos, que não do próprio Governo, de forma a evitar que a eleição se tornasse num voto de protesto contra o Governo.

Iniciativas em curso, inclusive a eleição da Assembleia Constituinte, "criam um clima de tensão e conflito e não levam em conta o futuro", disse o Secretariado de Estado da Santa Sé em comunicado, pedindo que as mudanças sejam evitadas ou suspensas.

O texto também pediu que a Venezuela respeite os direitos humanos e a Constituição atual do país.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, propôs a Constituinte como solução para a grave crise política do país, mas a oposição, que exige eleições gerais, considera a iniciativa uma manobra para tentar prolongar o mandato do presidente.

Protestos contra a Constituinte mobilizaram milhares de opositores nos últimos meses.

García Cedil acusou os media de chamar "oposição democrática" a pessoas que, segundo ele, impulsionaram atos que "se se tivessem passado em Espanha, estariam na prisão", defendendo ainda que as autoridades venezuelanas detenham qualquer pessoa que "apele à violência", numa referência aos oposicionistas Leopoldo López e Antonio Ledezma.

Share