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Recurso contra condenação do goleiro Bruno será julgado após quatro anos

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Goleiro Bruno recebe autorização para dar aulas de futebol fora da prisão diz jornal Nelson Antoine  AGIF  Lancepress

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o jogador vai dar aulas de futebol para crianças e adolescentes assistidos no Núcleo de Capacitação para a Paz (Nucap).

Na época, a Justiça o condenou a 22 anos e três meses de prisão em regime fechado pelo homicídio triplamente qualificado e ocutação de cadáver de Eliza Samudio, bem como pelo sequestro do menor Bruno Samudio, filho dele com a ex-modelo. Um representante da instituição irá buscá-lo dentro do pátio do presídio para dar as aulas de futebol. Nesta quinta-feira, uma decisão da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais da cidade o autorizou a ter uma atividade em uma organização da sociedade civil, em Varginha, no Sul de Minas Gerais. Os dias de trabalho serão controlados em folha de frequência e serão usados para diminuir a pena do condenado.

A decisão desta quarta-feira determina que o goleiro não poderá ter acesso à área externa ou ter contato com pessoas que não sejam familiares.

O NUCAP recebe egressos do sistema prisional para reinserção social e recuperação dos condenados.

O órgão atende cerca de 60 crianças e adolescentes na cidade e um dos objetos, por exemplo, é permitir que mães condenadas possam conviver com os filhos longe do cárcere. Também participam de atividades como natação e futebol, além de atendimento psicológico e assistência social.

O ex-goleiro Bruno poderá trabalhar do lado de fora da cadeia.

No entando, a passagem de Bruno Fernandes pelo time de Varginha durou pouco menos de dois meses.

Nesse meio tempo, foi contratado pelo Boa Esporte para jogar profissionalmente por duas temporadas. Desde então, ele cumpre pena no presídio em Varginha, enquanto aguarda o julgamento do recurso contra a condenação, em setembro.

Em abril passado, os ministros do Superior Tribunal Federal, em Brasília, por 3 votos a 1, revogaram a soltura e o goleiro teve que retornar à prisão.

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