olemenews.com

Negócios

Eurozona registra crescimento de 0,6% no 2º trimestre

Share
Portugal com taxa de desemprego melhor do que média da zona euro

Desde fevereiro de 2006 que o número não era tão reduzido.

"Enquanto os dados do desemprego em junho passam uma imagem positiva do mercado de trabalho na zona do euro, os números da inflação em julho confirmam que essa dinâmica ainda deve gerar uma pressão inflacionária", apontou Jennifer McKeown, da Capital Economics. Naquele mês foi de 8,8% na zona euro e 8,6% em Portugal.

A agência de estatísticas Eurostat estimou um contingente de 18,725 milhões de desempregados na União Europeia no sexto mês deste ano, sendo 14,718 milhões na zona do euro.

Na comparação homóloga, o desemprego baixou em todos os Estados-membros exceto na Estónia, onde subiu de 6,5% para 6,9%.

As quebras maiores foram em Espanha (de 19,9% para 17,1%) e na Croácia (de 13,3% para 10,6%).

As taxas de desemprego mais baixas foram registadas na República Checa (2,9%), na Alemanha (3,8%) e Malta (4,1%) e as mais elevadas na Grécia (21,7% em abril) e em Espanha (17,1%). Na UE era 18,8% há um ano e 16,9% há dois meses.

A Alemanha registou a menor taxa de desemprego entre as pessoas com menos de 25 anos.

O Eurostat divulgou ainda que a taxa de inflação homóloga na zona euro foi, em julho, de 1,3%, estável na variação mensal. No mês passado, o índice de preços no consumidor estabilizou nos 1,3%. Em Portugal, em junho, a taxa estava nos 23,4%, que compara com os 26,7% homólogos e os 23,9% de maio. Se a inflação global inverteu a tendência de desaceleração, o economista salienta a importância de a inflação subjacente (excluindo preços da energia e bens alimentares) ter acelerado para 1,3% em julho, face a 1,2% no mês anterior.

Na altura, Mario Draghi descartou a possibilidade de novidades em setembro - quando são divulgadas novas previsões macroeconómicas -, comprometendo-se apenas a debater o tema no outono.

Share