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Trump obrigou filho a mentir sobre encontro com advogada russa

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Trump obrigou filho a mentir sobre encontro com advogada russa

Segundo o Washington Post, que cita fontes anónimas governamentais, foi o próprio Donald Trump que ditou o comunicado em que se admitia que o encontro na Torre Trump existiu, mas que o tema debatido por Donald Trump Jr. e Veselnitskaya foi o do programa de adopção de crianças russas por norte-americanos que foi interrompido em 2014.

Com o aumento da pressão sobre o clã Trump nos dias seguintes, o filho do Presidente acabou ter de prestar mais esclarecimentos sobre a reunião, até reconhecer que aceitou conversar com Veselnitskaya ao receber um email em que ela lhe prometia o acesso a informação comprometedora sobre Hillary Clinton.

O republicano aconselhou o filho a dizer que na reunião apenas tinha sido discutida a adoção de crianças russas e que este encontro não estava relacionado com a campanha presidencial.

Se o encontro de Donald Trump Jr.com uma advogada russa para obter informação comprometedora sobre Hillary Clinton foi mais uma prova da interferência de Moscovo no processo eleitoral norte-americano, a forma como o pai, Donald Trump, tentou lidar com a notícia, espelha bem o que têm sido estes meses da sua Administração: caos e desordem.

Estas revelações foram divulgadas ao Washington Post por fontes da Casa Branca, que garantem que a decisão de que Trump Jr. iria ser "honesto" sobre o encontro com Natalia Veselnitskaya mudou durante um voo de Trump para os Estados Unidos, após a cimeira do G20. O New York Times foi o primeiro a relatar o encontro na Trump Tower, em Nova York.

O encontro de Trump Jr.com a advogada russa retomou as discussões sobre o suposto conluio entre a equipe de campanha de Trump com Moscou para interferir na eleição favoravelmente ao magnata nova-iorquino. "Ambiente-fantastico-na-Casa-Branca" class="local_link" target="_blank">contrariou a vontade dos seus conselheiros mais próximos.

Os conselheiros do presidente temem que o envolvimento pessoal de Trump neste caso possa trazer sérias consequências legais, visto que o presidente já está a ser investigada por uma alegada tentativa de obstrução de justiça por ter despedido o diretor do FBI, James Comey. "Isto era... desnecessário", disse ao Washington Post um dos conselheiros de Trump, que não quis ser identificado.

Contudo, o presidente Trump decidiu seguir por um caminho diferente. "Não acredita que corre riscos legais, e por isso vê isto como um problema político que vai resolver sozinho", acrescentou.

O jornal avança ainda que os conselheiros de Donald Trump pretendiam que o comunicado respondesse de forma assertiva à questão, prestando logo ali toda a informação sobre o encontro, para que o assunto morresse imediatamente, mas Trump terá feito abortar este plano.

Por enquanto, nem o presidente norte-americano nem o seu filho se pronunciaram sobre as novas denúncias.

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