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Trump demite director de comunicação Anthony Scaramucci

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Candidato republicano à presidência americana Donald Trump durante o debate organizado pela emissora CNN

Assim que chegou à Casa Branca, Kelly forçou esta segunda-feira a saída do polémico diretor de comunicação, Anthony Scaramucci, que em dez dias no cargo revolucionou a residência presidencial com o seu estilo agressivo.

Era só o que faltava a Scaramucci: depois das desventuras familiar (a mulher pediu o divórcio) e profissional (foi despedido da Casa Branca), restava manchar o percurso académico do antigo aluno de Harvard.

A breve estadia de Scaramucci na Casa Branca foi polémica do primeiro ao último momento.

O novo diretor de comunicação da Casa Branca, Anthony Scaramucci, acusou Priebus nos últimos dias de ser o "vazador de informações" do governo, provocando uma tensão irreparável. Ele substituiu Reince Priebus, que não conseguiu se encaixar com o estilo de administração independente e não tradicional do presidente e que teve que lidar com disputas internas durante seus seis meses no cargo.

Numa entrevista publicada na passada semana na revista The New Yorker, Scaramucci atacou com uma extrema violência, incluindo linguagem grosseira, outros assessores do Presidente norte-americano.

Nesta ligação, adiantou que pretendia demitir quem fosse necessário na Casa Branca e definiu Priebus como um "esquizofrênico paranoico de merda".

De acordo com a imprensa americana, o afastamento de Scaramucci ocorreu após um encontro entre o presidente e o novo chefe de gabinete.

Sean Spicer, que antecedeu Scaramucci no cargo, usou as mesmas expressões aquando da sua demissão, refere a AP. Com a sua saída, a Casa Branca assume definitivamente o estatuto de "outsider" reclamado por Donald Trump durante a campanha eleitoral.

Republicanos temem que o caos no gabinete da Casa Branca possa descarrilar qualquer tentativa de reviver esforços para revogar e substituir a lei de saúde Obamacare e um plano para revisar o sistema fiscal norte-americano.

A oposição democrata assinala, no entanto, que grande parte destes números econômicos são legado das políticas do predecessor de Trump, Barack Obama (2009-2017).

Scaramucci começou a sua carreira na Goldman Schas, onde trabalhou desde 1989 até 1996, com funções em áreas como investment banking, equities and private wealth management.

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