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Se for votada, denúncia contra Temer não deverá passar na Câmara

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BASTIDORES Eliseu Padilha trabalha em silêncio para garantir a vitória de Temer no plenário da Câmara

A oposição aposta que o governo vai pagar caro o desafio; tenta aumentar o número de deserções que já ocorreram com a acusação de Temer e espera que a Procuradoria-Geral da República (PGR) faça novas acusações ou que apareçam novas delações da trama de corrupção revelada pela Operação Lava Jato.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já confirmou a votação para quarta-feira (2), mas afirmou que só vai ocorrer com a presença de pelo menos 342 deputados. Ele só precisa de 172 votos para descartar a denúncia.

"Vai dar quórum, a gente vai votar".

Já o líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), negou que a oposição queira obstruir a análise da denúncia para manter desgaste de Temer.

De acordo com o rito estabelecido, a votação só terá início quando 342 deputados tiverem registrado presença no plenário da Câmara.

- É um absurdo você ter posição no governo e fazer o jogo da oposição. "Não vamos entrar nesse jogo de dar quórum ou não dar quórum", disse.

Os doze ministros que devem reassumir suas cadeiras na Câmara para ajudar Temer são Antônio Imbassahy (Governo), Bruno Araújo (Cidades), Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Mendonça Filho (Educação), Ricardo Barros (Saúde), Helder Barbalho (Integração Nacional), Leonardo Picciani (Esporte), Marx Beltrão (Turismo), Maurício Quintella (Transportes), Sarney Filho (Meio Ambiente) e Ronaldo Nogueira (Trabalho).

Mas há uma divisão dentro do governo se o melhor é acabar com todo o processo na quarta-feira ou deixar para outro dia. Vamos ver na hora. O governo calcula que Temer conta hoje com 280 votos suficientes pra barrar a denúncia e acha que até o fim da tarde haja um resultado.

O governo obteve vitória na votação realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, onde o relatório favorável à admissibilidade da denúncia, elaborado pelo deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), foi rejeitado.

O jantar será oferecido pelo vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG).

Às vésperas de a Câmara dos Deputados decidir se aceita ou não que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o presidente Michel Temer por corrupção passiva, o governo garantiu mais R$ 138,9 milhões em emendas parlamentares aos deputados federais, que têm nas mãos o mandato do peemedebista. É necessário o apoio de 342 deputados, dois terços do total de 513 parlamentares.

Cabe aos deputados, no plenário da Casa, a palavra final sobre autorizar ou não a continuidade do processo no Poder Judiciário.

O Ministério Público acusa Temer com base na delação premiada dos executivos da JBS.

A defesa diz que não a denúncia contra Michel Temer não apresenta provas do envolvimento do presidente da República e baseia em suposições.

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