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Fonte Calibri derruba primeiro-ministro paquistanês — Aconteceu

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Primeiro-ministro do Paquistão renuncia após ser inabilitado pelo Supremo

- O ex-primeiro-ministro do Paquistão Nawaz Sharif propôs neste sábado que seu irmão, Shehbaz Sharif, seja seu substituto, após ter renunciado ao cargo ontem devido a um escândalo revelado inicialmente pelo Panamá Papers. Abbasi deve tomar posse como primeiro-ministro na sequência de uma votação do Parlamento na próxima semana.

Por enquanto, o país com armas nucleares no sul da Ásia está sem liderança, até que o parlamento se reúna para eleger um novo primeiro-ministro.

A Suprema Corte afirmou que Sharif não é apto para o cargo e ordenou uma investigação criminal, em decisão unânime, contra ele, seus dois filhos e sua filha, que teriam ocultado ativos. Um segundo mandato iniciado em 1997 foi interrompido em 1999 por um golpe militar. A maioria teve sua gestão interrompida pelo Exército ou pela Suprema Corte.

Ele também destacou que a corte não provou nenhuma corrupção ou desvio de dinheiro público depois de meses de investigações derivadas das revelações dos "Panamá Papers", vazados ano passado, de que seus filhos estavam ligados a empresas offshore.

O veredicto contrário a Sharif já era esperado, e cerca de 3 mil policiais e paramilitares foram convocados para fazer a segurança do lado de fora do tribunal, onde apoiadores e adversários do premiê se concentravam.

O partido de Sharif, a Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), deverá indicar alguém para ocupar o cargo de premiê até as eleições de 2018.

Entre os aliados cotados para substituir Sharif estão o ministro da Defesa, Asif Khawaja, o ministro do Planejamento, Ahsan Iqbal, e o ministro do Petróleo, Shahid Abbasi.

Shahbaz Sharif, 65, é irmão de Nawaz e principal ministro da vasta província de Punjab, que representa mais de metade dos 190 milhões de habitantes do Paquistão.

Auxiliares de Sharif, que negou as acusações e disse que não fez nada de impróprio, advertiram que a estabilidade e a democracia no Paquistão estão ameaçadas pela crise política.

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