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Rússia e Irã reagem às sanções aprovadas

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Rússia e Irã reagem às sanções aprovadas

Entre as medidas, as autoridades russas cortaram o número de diplomatas americanos no país e anunciaram o confisco de propriedades americanas em Moscou.

Isso significa reduzir a equipe diplomática, técnica e de apoio das missões dos Estados Unidos na Rússia para até 455 pessoas, segundo informou Moscou.

Na última quinta-feira (27), o Senado norte-americano adotou novas sanções contra a Rússia por sua suposta interferência na eleição presidencial de 2016.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia denuncia crescente sentimento anti-russo nos Estados Unidos, acusando "círculos bem conhecidos" de buscar "confronto aberto". A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders escusou-se a dizer se o presidente ia ou não assinar o documento: "Vamos esperar para ver como é a legislação final e tomar uma decisão nessa altura", disse, citada pelo Washington Post.

A decisão de Moscou, que possui ecos da Guerra Fria, foi anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores um dia após o Senado dos EUA aprovar esmagadoramente novas sanções sobre a Rússia.

Segundo Moscou, a lei de sanções procura criar uma posição vantajosa para os EUA na economia global e representa uma ameaça para outros países.

"Os EUA teimam em tomar uma ação toscamente antirrussa atrás da outra, usando o pretexto completamente fictício de que a Rússia interferiu em seus assuntos internos", disse a chancelaria de Moscou em nota.

Todas estas empresas podem ser prejudicadas por estarem a trabalhar em oleodutos ou gasodutos russos, ficando limitadas no acesso a bancos americano perdendo acesso a concursos públicos nos Estados Unidos. "O embaixador Tefft expressou sua forte decepção e protestou" ao governo russo, afirmou hoje à Agência EFE uma fonte do Departamento de Estado dos EUA, que pediu anonimato. Os dois homens encontraram-se pela primeira vez na cimeira do G20 na Alemanha, este mês.

"A passagem de uma nova lei sobre sanções demonstra de forma óbvia que as relações com a Rússia estão reféns da batalha política interna nos EUA", pode ler-se no comunicado citado pelas agências noticiosas internacionais.

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