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EUA anunciam sanções contra 13 venezuelanos em véspera de eleições para Constituinte

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Durante a greve que segundo a oposição teve adesão de 85% ocorreram choques entre as forças de segurança e manifestantes em várias regiões que deixaram cinco mortos e 367 detidos  RONALDO SCHEMIDT  AFP

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rechaçou as sanções anunciadas pelos EUA na última quarta-feira, 26, contra 13 funcionários e ex-funcionários de seu governo por questões como corrupção, repressão de protestos da oposição e apoio ao projeto de Assembleia Constituinte.

Maduro pediu aos opositores que deixem de lado o "caminho insurrecional" e voltem seu foco para a Constituição, pedindo antes do início do pleito a instalação de uma "mesa de diálogo, acordo nacional e reconciliação da pátria". "TOMADA DA VENEZUELA amanhã", anunciou a opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), em sua conta do Twitter.

Segundo o ministro do Interior venezuelano, Néstor Reverol, estão vetados, em todo o território nacional, qualquer "ação ou protesto" que possa "perturbar ou comprometer o desenvolvimento normal" da votação, que foi convocada por Maduro, mas é rechaçada pela oposição.

O ministro também disse que quem organizar ou incitar protestos será preso e estará sujeito a pena de cinco a dez anos de prisão.

Wills Rangel, presidente da Central Bolivariana e Socialista de Trabalhadores da Venezuela (CBST), disse à VTV que "todos os sectores produtivos da Venezuela estão activos", sublinhando que vão "continuar a preparar-se para as eleições de dia 30 de Julho e responder de forma rotunda ao terrorismo, ao fascismo".

Num comunicado atualizando suas políticas para americanos no país, o Departamento de Estado justifica as ações "devido à crise política e a violência imperante". No dia 17 deste mês, um plebiscito informal convocado pela oposição levou 7,1 milhões de venezuelanos às urnas.

A 01 de maio, Maduro anunciou a eleição de uma Assembleia Constituinte para alterar a Constituição, o que intensificou os protestos que, desde abril, provocaram pelo menos 103 mortos.

As ruas do leste de Caracas amanheceram praticamente vazias, ontem, com comércios fechados e ruas bloqueadas depois dos violentos distúrbios registrados na véspera na capital e em outras cidades.

A adicionar ao crescente isolamento internacional da Venezuela, a companhia aérea colombiana Avianca interrompeu os voos para o país esta quinta-feira, devido a "limitações operacionais e de segurança". Os Estados Unidos declararam ainda que estão dispostos a implementar medida fortes contra a economia da Venezuela se Nicolás Maduro não recuar com a intenção de formar uma Assembleia Constituinte.

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