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CGD e NB baixam prejuízos

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CGD regista prejuízos de 50 milhões de euros no primeiro semestre

"Sem fazer qualquer actividade, a CGD tem dois custos com o Fundo de Garantia de Depósitos de 37 milhões e de 38 milhões com o Fundo de Resolução (incluindo o fundo europeu)", alertou Paulo Macedo durante a apresentação de uma melhoria dos prejuízos do banco para 50 milhões de euros.

O banqueiro lembrou que a CGD captou em depósitos, nos primeiros seis meses do ano, cerca de 1,4 mil milhões de euros, detendo neste momento uma quota de mercado de 31% em depósitos captados junto de particulares "o que reflecte a confiança " dos clientes. As contas do banco público foram apresentadas ao final da tarde desta sexta-feira por Paulo Macedo na sede da instituição, em Lisboa. Também está previsto encerrar a sucursal de Londres, mantendo apenas na capital britânica um escritório de representação.

Excluindo efeitos (positivos ou negativos) extraordinários, o banco sublinha que teve um resultado de exploração core de 303 milhões de euros, uma subida de 76% em relação ao mesmo período do ano passado.

Paulo Macedo disse ainda as "primeiras semanas de atividade [do balcão móvel] tiveram acolhimento positivo" por parte dos clientes.

"A evolução verificada no primeiro semestre, globalmente em linha com as projeções iniciais do Plano Estratégico, permite antever boas perspetivas de cumprimentos dos objetivos fixados para o final de 2017", afirma o banco.
Os prejuízos foram impactados por custos não recorrentes de 366 milhões de euros.

A beneficiar os lucros esteve uma redução de 82% nas imparidades de crédito (líquidas).

A carrinha da CGD foi anunciada em abril pelo presidente executivo da CGD, Paulo Macedo, no parlamento no auge da polémica sobre o fecho de agências do banco, que deixou sem acesso a serviços bancários populações mais idosas e sem facilidade em usar o portal do banco na Internet, caso de Almeida, no distrito da Guarda, onde houve mesmo várias manifestações.

"A Caixa é quem tem maiores isenções para os reformados".

Paulo Macedo respondeu que a Caixa não tem todos os pensionistas existentes em Portugal e comparou com outras comissões cobradas por bancos concorrentes.

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