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Brasil regista primeira redução na taxa de desemprego desde 2014

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Fonte:Marcos Santos  USP Imagens

A taxa de desemprego recuou para 13% no segundo trimestre do ano, atingindo 13,5 milhões de pessoas.

A taxa de desemprego do segundo trimestre teve alta de 1,7 ponto percentual em relação a igual período de 2016.

Foi o primeiro recuo estatisticamente significativo dessa taxa desde o trimestre outubro/dezembro de 2014.

Há ainda os trabalhadores por conta própria, cujo número, 22,5 milhões, teve aumento de 1,8% (mais 296 mil pessoas) na comparação com os três primeiros meses de 2017, e recuou 1,8% em relação ao mesmo período em 2016.

Em números, de acordo com o IBGE, a população desocupada diminuiu em 690 mil pessoas, mas ficou 16,4% acima do contingente estimado no mesmo período do ano passado.

A taxa de desemprego é medida pelo IBGE por meio de uma média móvel trimestral, ou seja, de três meses, portanto, o dado de junho se refere ao período de abril a junho. "Isso, claro, é positivo", afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

A crise económica e a crise política que afetam o Brasil nos últimos anos deterioraram o mercado de trabalho, fazendo com que o número de desempregados atingisse seu auge entre janeiro a março de 2017, quando 14,2 milhões de pessoas estavam sem trabalho.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.104,00 no trimestre encerrado em junho. Mas, infelizmente, a ocupação cresceu pelo lado da informalidade, ou seja, há mais pessoas sem carteira e por conta própria, que não têm garantias trabalhistas”.

Na prática, isso significa que mais de 1,3 milhão de pessoas foram reposicionadas no mercado de trabalho e voltaram a ter renda. Já entre os trabalhadores domésticos (6,1 milhões de pessoas) a ocupação ficou estável em ambos os trimestres comparativos.

Já o emprego sem carteira no setor privado teve aumento de 5,4%, com 540 mil empregados a mais.

Essa queda na taxa de desemprego, porém, ocorreu com o crescimento da informalidade, e não de vagas formais. No mês passado foram 1.181.930 contratações e 1.172.109 demissões.

O número de empregados sem carteira de trabalho assinada fechou junho em 10,6 milhões de pessoas, um crescimento de 4,3% no trimestre - o equivalente a mais 442 mil pessoas.

Os dados do IBGE, porém, são considerados mais realistas, pois englobam também o emprego informal e são apurados por pesquisa, com base em quem está procurando um emprego, e não pelos dados informados pelas empresas, como o Caged. Os demais grupamentos ficaram estáveis. "Em relação ao ano passado, ainda mostra desgaste pela crise política pela crise econômica que se arrasta desde 2014", disse Azeredo.Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o total de ocupado está 0,6% menor, com 562 mil vagas a menos.

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