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Bebê Charlie Gard morre no Reino Unido após batalha judicial

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Nesta quinta-feira (27), o juiz britânico, Nicholas Francis, declarou que o bebê Charlie Gard seja transferido para cuidados apelativos em uma clínica específica. Seus pais, Connie Yates e Chris Gard, lutaram em uma batalha legal para levar o filho doente para tratar nos EUA, opção negada pelos juízes.

Charlie havia sido transferido do hospital Great Ormond Street, em Londres, para uma unidade de cuidados paliativos. "O nosso bonito menino partiu".

O bebé sofria de um problema de escassez de ADN mitocondrial, uma doença rara que retira ao corpo a capacidade de dar energia aos músculos, já que afecta as células responsáveis pela produção de energia e respiração. "Estamos tão orgulhosos de ti, Charlie", disse a mãe, Connie Yates, citada pelo Daily Mail. Os pais da criança queriam levá-la para os EUA para a submeter a um tratamento experimental, mas as autoridades britânicas não autorizaram a transferência. Entretanto, o hospital britânico evitou esta decisão e, após uma extensa batalha judicial, obteve a permissão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos para desligar os aparelhos de Charlie.

Charlie Gard nasceu prematuramente no dia 4 de Agosto de 2016 - estaria, portanto, a uma semana de fazer um ano.

O hospital onde o bebê está internado alegou ter tentado de tudo para respeitar e atender aos desejos da família. "A única razão para a deterioração muscular de Charlie foi o tempo", afirmou ainda. Especialistas do Great Ormond Street Hospital desiludiram os genitores, apontando que em nada resolveria cruzar o atlântico com o bebê.

No início do mês, o Pontífice já havia manifestado que acompanhava "com afeto e emoção o caso do pequeno Charlie Gard" e tinha pedido que a vontade dos pais do bebê fosse respeitada.

- Queríamos apenas estar em paz com nosso filho, sem hospital, sem advogado, sem imprensa. O Papa Francisco colocou à disposição para tratamentos o hospital italiano Bambino Gesù e também o Presidente norte-americano, Donald Trump, ofereceu a sua ajuda numa situação que a Casa Branca considerou ser "devastadora".

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