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Trump proíbe pessoas transgénero nas Forças Armadas — EUA

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Donald Trump exclui pessoas transgénero do exército

Os nossos militares têm de estar concentrados numa vitória definitiva e esmagadora, e não podem receber o ónus dos custos médicos tremendos e a perturbação que pessoas transgénero no exército iriam implicar. "Obrigado", completou o presidente.

Nesta última quarta, Donald Trump anunciou que vai proibir pessoas transgênero de servir às Forças Armadas, em mais uma reversão de medida adotada pelo antecessor Baracak Obama. Esperava-se pessoas transgêneros começassem a se alistar este ano, desde que tivessem sido "estáveis" em seu gênero preferido por 18 meses.

As mensagens de Trump não deixam claro o que vai acontecer com os transgêneros que já ocupam postos no Exército, na Marinha e Força Aérea dos EUA.

De acordo com o Departamento da Defesa, atualmente se estima que já prestam serviço militar entre 2.500 e 7 mil pessoas transgênero entre os 1,3 milhões de militares norte-americanos no ativo, os quais declararam a sua orientação á depois de terem sido integrados.

A questão dos direitos dos transgêneros se tornou, em 2016, o centro de uma controvérsia sobre a adoção de regulação para cada Estado a respeito do uso de banheiros públicos comuns. Sundar Pichai, CEO do Google, foi um dos primeiros a se manifestar contrário à decisão, logo seguido por uma mensagem oficial do próprio Google: "Eu sou grato pelos membros transgêneros nas Forças Armadas pelo seus serviços", escreveu no Twitter.

A ex-analista de Inteligência Chelsea Manning é o mais famoso militar transgênero nos EUA. Durante seu período na prisão, começou um tratamento hormonal e o processo de transição até adotar seu novo nome.

O anúncio representa uma reversão de uma importante política de inclusão do governo de Barack Obama, que em junho de 2016 derrubou o veto a transgêneros no Exército.

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