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Pais de bebê Charlie Gard retiram ação e desistem de tratamento

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Pais do bebê britânico Charlie Gard concordam em deixá-lo morrer

Cidade do Vaticano (RV) - "O Papa Francisco está rezando por Charlie e por seus pais e se sente particularmente próximo a eles neste momento de grande sofrimento".

Depois de cinco meses, os pais de Charlie, o bebé de 11 meses com uma doença rara, decidiram terminar a luta em tribunal para manter o filho vivo e de tentarem levá-lo para os Estados Unidos para realizarem um tratamento experimental. Desde abril, a Justiça britânica já havia autorizado o hospital a desligar os aparelhos, mas Connie e Chris recorreram até à Corte Europeia de Direitos Humanos para tentar reverter a decisão. Os pais, por sua vez, tentavam levá-lo para fazer um tratamento experimental nos Estados Unidos, mas desistiram hoje. Com esse propósito foi atribuído ao bebé, na semana passada, o estatuto de residência legal permanente. Infelizmente para Charlie agora é muito tarde.

Charlie, de apenas 11 meses, sofre de síndrome de depleção do DNA mitocondrial relacionada ao gene RRM2B, uma desordem que provoca o enfraquecimento progressivo dos músculos.

Na semana passada, os familiares conseguiram levar para o Reino Unido o médico americano Michio Hirano, que trabalha no desenvolvimento de um novo tratamento para a doença. Ainda que o tratamento experimental funcionasse, sua qualidade de vida agora não seria a desejada. A condição do bebê é ainda mais rara, porque sua MDDS atinge também os neurônios. Cerca de dois meses mais tarde, os pais - Chris Gard e Connie Yates - perceberam que o bebê tinha dificuldades em se movimentar.

Em outubro de 2016, começaram a se manifestar claras dificuldades respiratórias: Charlie foi então internado no Great Ormond Street Hospital, onde foi mantido vivo graças a aparelhos que o ajudavam a respirar e a absorver substâncias nutritivas.

O hospital italiano inclusive enviou uma carta ao Great Ormond Street, assinada por sete especialistas, para informar sobre uma terapia alternativa que estava sendo feita em uma universidade norte-americana. Os pais apelaram para a Suprema Corte, que manteve a decisão. Ambos protagonizaram uma campanha internacional e contaram com o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do papa Francisco.

Já o Congresso dos EUA aprovou a cidadania para Charlie e sua família, na tentativa de facilitar o processo para ele ser transferido para o país.

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