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Genro de Trump confessa contatos com russos mas nega conspiração

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Dmitry Peskov

"Não conspirei, e não tenho conhecimento de que alguém na campanha conspirou, com qualquer governo estrangeiro".

Kushner foi tragado para o centro do escândalo das denúncias de interferência russa nas eleições americanas depois que foi descoberta, em maio, uma iniciativa sua de abrir canal de contato direto com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Kushner, que se reuniu a portas fechadas com membros do Comitê de Inteligência do Senado, emitiu um comunicado por escrito antes da sessão que forneceu o relato mais completo até o momento de seus contatos com autoridades russas durante a campanha e a transição presidencial.

"Todos os meus atos foram adequados e ocorreram no curso normal dos acontecimentos de uma campanha única", garantiu Kushner, antes de explicar que Trump venceu as presidenciais porque tinha uma mensagem melhor e fez uma campanha mais inteligente do que a de Hillary Clinton, não porque teve ajuda da Rússia. "Eu nem sequer levantei a possibilidade de usar a embaixada ou qualquer outro edifício russo para qualquer finalidade", escreveu Kushner.

O genro de Trump confessa no depoimento que foi convidado para o encontro.

O Comitê de Inteligência do Senado é um de vários organismos do Congresso investigando a questão russa, além de um inquérito federal criminal a cargo do conselheiro especial Robert Mueller.

Quanto ao filho mais velho do presidente, Donald Trump Jr., e ao ex-gerente de campanha Paul Manafort, ambos estão negociando com a Comissão de Justiça do Senado para dar suas versões dos acontecimentos. Estes encontros contrariam, no entanto, o conteúdo do formulário que entregou, em janeiro, para obter a credencial de segurança necessária para trabalhar na Casa Branca, facto que Kushner justifica como resultado de um "erro" de um assessor seu, no preenchimento da declaração. "Nunca dependi de fundos russos para financiar os meus negócios no sector privado", acrescenta Kushner no depoimento.

O primeiro, que até então se desconhecia, foi com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak, durante um evento num hotel na capital americana em abril de 2016.

Kushner garante que se encontrou com Gorkov, em dezembro passado, a pedido do embaixador russo e que não falou com ele de nenhum tema político.

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