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Ciência

FMI rebaixa previsão de crescimento do Brasil para 2018

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Economia da zona euro cresce 1,9% este ano e 1,7% no próximo

A projeção do crescimento da zona euro é uma das que é revista em alta, bem como a de outras economias avançadas (como o Japão e o Canadá) e das economias em desenvolvimento (sobretudo a China).

O FMI manteve as previsões do crescimento da economia mundial em 3,5 por cento este ano e 3,6 por cento no próximo, com uma redução da projeção de crescimento dos EUA a atenuar melhorias em outras economias, como a da zona euro.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 0,2% para 0,3% a projeção de crescimento econômico do Brasil neste ano e rebaixou de 1,7% para 1,3% em 2018.

"Embora os riscos em torno da previsão de crescimento global pareçam amplamente equilibrados no curto prazo, eles continuam em desvantagens no médio prazo", informou o FMI em previsões atualizadas divulgadas em Kuala Lumpur, Malásia. Dessa forma, o Fundo revisou para baixo sua previsão para os Estados Unidos em 2017 e 2018, "principalmente porque se presume que a política fiscal será menos expansiva do que o previsto". Ele admitiu, contudo, que a distribuição desse crescimento mudou. Ele acrescentou que dados recentes, incluindo um aumento acelerado no comércio, sugeriram que a economia mundial está entrando em sua "maior recuperação sincronizada" da última década. Entre os fatores que estimularam essa decisão, o FMI citou o gigantesco plano de investimentos em infraestrutura prometido pelo presidente Donald Trump, o qual daria um forte impulso à economia.

Para o mundo, a previsão de crescimento também foi reduzida e está estimada em 3,5% em 2017 e 3,6% em 2018.

Diante dos fracos resultados dos últimos meses, o FMI diminuiu a projeção econômica do país para este ano. - AL com leve baixa - No caso da América Latina, o FMI revisou levemente para baixo sua expectativa de crescimento: de 1,1% em abril para 1,0%, este ano; e de 2,0% para 1,9%, em 2018. A previsão de crescimento, que era de 2%, agora passou para 1,7%. A previsão significa uma revisão em baixa, devido a um desempenho económico "mais fraco do que o esperado" no primeiro trimestre deste ano e porque, segundo Maurice Obstfeld, "o derradeiro impacto do Brexit na economia britânica permanece por saber".

O FMI disse que o crescimento da zona do euro deverá ser ligeiramente mais forte em 2018 e apontou para "um impulso sólido".

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