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Saúde

Republicanos saem em defesa de Sessions após críticas de Trump

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Procurador Geral dos EUA diz que quer ficar no cargo apesar dos ataques de Trump

Sessions recusou-se a examinar o caso russo em março, depois que o Washington Post informou que ele se encontrou duas vezes com o embaixador russo Serguei Kislyak durante a campanha. As fontes do The Washington Post são atuais e ex-funcionários dos serviços de inteligência norte-americanos e contam que as agências de espionagem dos EUA intercetaram as comunicações de Sergey Kislyak com Moscovo nas quais o embaixador forneceu o relato das conversas com Jeff Sessions. Sessions afirmou nesta quinta-feira não ter planos de renunciar.

No centro da polêmica esta a decisão de Sessions de não participar de qualquer investigação do departamento de Justiça sobre a suposta ingerência da Rússia na campanha eleitoral americana de 2016. Incomodados com a atitude de Trump, inúmeros republicanos, grupos conservadores e articulistas na imprensa saíram em defesa de Sessions, elogiando sua integridade e insistindo que não há motivos para uma renúncia.

"Como você pega um emprego e depois se recusa (a trabalhar)?"

"Jeff Sessions me deu respostas ruins", disse o presidente ao jornal nova-iorquino.

Após as críticas de Trump, Sessions fez questão de dizer numa entrevista que amava seu trabalho e planejava continuar no cargo.

Já depois disso, foi também revelado que Donald Trump manteve uma conversa - de uma hora ou de 15 minutos, consoante as versões - com o Presidente russo, Vladimir Putin, durante o jantar de gala dos líderes do G20, na Alemanha. Há a suspeita de que assessores do republicano negociaram o vazamento de informações para prejudicar a campanha democrata de Hillary Clinton no ano passado.

Em fevereiro, o primeiro conselheiro de Segurança Nacional do presidente Trump, Michael Flynn, saiu do governo após a revelação de ligações com Kislyak. Mas Sessions não foi o único visado na entrevista: o presidente também atacou Robert Mueller, o procurador especial que agora lidera a investigação à interferência russa; James Comey, o diretor do FBI que Trump despediu; Andrew McCabe, o diretor interino do FBI que substituiu Comey; e o Procurador-Geral adjunto Rod Rosenstein, que nomeou o procurador especial.

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