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PT e movimentos populares fazem atos pelo Brasil em defesa de Lula

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Lula: PT errou porque tinha nascido para mudar jeito de se fazer política no País

Protestos por todo o país tomaram as ruas nesta quinta na luta contra as reformas, em defesa das eleições diretas e contra a perseguição política e jurídica contra o ex-presidente. "Eles não podem, para tentar me prejudicar, destruir esse país".

Apesar de manter o carisma que o tornou em astro da política internacional na década passada, Lula já não é mais o presidente que deixou o poder há sete anos com mais de 80% de popularidade. "É todo dia um processo, todo dia um depoimento, um inquérito", reclamou. "Nenhum deles é mais honesto do que eu nesse país". "Com milhares de jovens que não têm perspectivas de emprego", afirmou o ex-presidente. Ele disse que pensou em roubar uma maçã certa vez, mas não o fez para não envergonhar a mãe, Dona Lindu.

Na conversa com jornalistas desta quinta, Lula admitiu que gostaria que houvesse "gente nova no PT disputando 2018", mas lamentou que não surjam novas lideranças. "Já foram 500 tiros, [enquanto] um tiro de garrucha matou a revoada de tucanos que existia nesse país", ironizou. A gente tem que se preocupar é com o que está acontecendo com o nosso País, e com o povo brasileiro.

Durante sua fala, que durou 30 minutos, Lula disse que é necessário um novo presidente "que não tenha preconceito, que defenda a soberania nacional e que não tenha complexo de vira-lata". "O golpe dado no Brasil tem um objetivo econômico muito claro que é a volta de uma agenda neoliberal, de uma agenda retirada de direitos, de uma agenda de privatização do estado, de entrega das nossas terras, dos nossos bens comuns e outra face deste mesmo golpe é a inabilitação do Lula como candidato pra disputar às eleições", afirma Elisa Lucena, da Marcha Mundial das Mulheres. "Quando o pobre é incluído no mercado e no orçamento da União, a economia vai crescer", afirmou.

Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro no processo do apartamento tríplex no Guarujá oferecido ao ex-presidente pela constructora OAS em troca de sua influência para obter contratos na Petrobras.

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