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Saúde

Marcos Valério fecha acordo de delação premiada

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Publicitário está detido na Apac Sete Lagoas em Minas Gerais

A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) é um tipo de prisão humanizada, em que os próprios presos tomam conta das chaves das celas. Os funcionários andam desarmados e não há câmeras no local.

A advogada Janaina Paschoal, que assinou o pedido impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), defendeu nesta quarta-feira (19) que o Supremo Tribunal Federal (STF) homologue a delação do empresário Marcos Valério, condenado no mensalão. A previsão, nas condições atuais, é de progredir ao regime semiaberto em 2019. Desde 2016 o publicitário tenta, no Ministério Público de Minas Gerais, fechar delação sobre o mensalão tucano, mas não obteve sucesso.

O juiz afirma que Marcos Valério é "possuidor de inúmeras informações de interesse da Justiça e da sociedade brasileira sobre fatos ilícitos diversos que envolvem a República".

No foco de Marcos Valério estaria o mensalão tucano mineiro, quando recursos de estatais teriam sido supostamente desviados para a campanha à reeleição do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB). O acordo aguarda homologação do Supremo Tribunal Federal (STF), pois cita políticos com foro privilegiado, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Valério é o único acusado pelo mensalão que ainda cumpre pena em regime fechado. Foi condenado a 37 anos e cinco meses por peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pelo crime contra o sistema financeiro. Valério disse que José Dirceu, por exemplo, ganhava uma "mesada" de R$ 50 mil em cima de contratos de publicidade do governo.

A defesa de Marcos Valério afirmou que não pode dar detalhes sobre a delação para preservar o sigilo. Segundo a nota, "é preciso que acusações feitas por delatores sejam sustentadas por provas verdadeiras, sob o risco de servirem, unicamente, para que réus confessos obtenham a impunidade penal".

O Partido dos Trabalhadores não retornou o contato do Jornal Nacional.

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