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Procuradoria recebe confirmação oficial de pedido de prisão de Teixeira

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Lavagem de dinheiro recebimento de propina e organização criminosa são alguns dos crimes

Procuradores federais brasileiros e espanhóis começaram a trocar informações sobre as suspeitas de corrupção que pesam contra Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, pelo suposto desvio milionário da receita de jogos da Seleção.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já foi comunicada oficialmente do pedido de prisão feito pela Espanha contra o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira. De acordo com a publicação, Teixeira é procurado por lavagem de dinheiro em conluio com Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona e anteriormente diretor da Nike, patrocinadora da seleção.

Segundo os investigadores, Rossell e Teixeira teriam dividido comissões de quase R$ 50 milhões. Essa ação envolve outros dirigentes da entidade, alguns já presos, como o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Voltou a viver no Brasil em 2015.

Ricardo Teixeira está no Brasil e, caso o mandato de fato se cumpra, o ex-mandatário não corre o risco de ser extraditado para a Espanha, pois o Brasil não extradita seus cidadãos.

Com uma eventual investigação, Teixeira poderá ser denunciado, processado e condenado no Brasil. Nos bastidores, os procuradores de ambos os lados do Atlântico estão estudando formas de tornar oficial o procedimento, depois que o brasileiro foi considerado pelos procuradores em Madri como um dos pilares de uma "organização criminosa".

Tino Marcos: Ele garante a inocência? Ele seria acusado pelo mesmo crime: lavagem de dinheiro. No final dos anos 90, ficou amigo de Sandro Rossell quando o espanhol era executivo da empresa de material esportivo que patrocina a Seleção Brasileira. O atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, também é acusado nesse processo.

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