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Juiz Sérgio Moro rejeita recurso da defesa do ex-presidente Lula

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O processo é o segundo da Lava Jato a tramitar contra Lula na Justiça Federal de Curitiba- AFP  ARQUIVO

Moro condenou Lula a 9 anos e meio de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A viagem de 20 dias funcionaria como o lançamento da pré-campanha.

Um dos mais polêmicos pontos da decisão de Moro foi tomar notícias de jornal, das organizações Globo, como prova material para condenar Lula. O advogado Cristiano Zanin classificou a atitude do magistrado como "midiática".

Para o juiz, a alegação dos advogados de que auditorias não teriam detectado ilícitos de autoria de Lula na Petrobrás abrem caminho para a absolvição de delatores que confessaram crimes, como os ex-diretores Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró.

O juiz da Lava Jato mandou oficiar o Banco Central, responsável pela execução de medidas dessa natureza.

Essa teoria foi alardeada na famosa coletiva de imprensa em que a equipe de Deltan Dallagnol usou um PowerPoint para apresentar a denúncia do caso triplex. No momento, o ex-presidente pode usufruir dos bens. Ou melhor, uma "participação" de Lula no esquema provada apenas pela palavra do delator (e réu) Léo Pinheiro, como admite Moro?

Em relação à determinação dada pelo juiz Sérgio Moro, para que bens fossem bloqueados, constam aproximadamente, apartamentos de luxo, terrenos e ainda três veículos.

Como, na sentença, Moro já determinara o sequestro do apartamento tríplex no Guarujá, avaliado em R$ 2,25 milhões, "o valor correspondente deve ser descontado dos dezesseis milhões, restando R$ 13.747.528".

O juiz federal Sergio Moro decidiu sequestrar bens do ex-presidente Lula para "garantir a reparação de danos" decorrente da condenação criminal. A quantia corresponde a 16 milhões supostamente desviados para favorecer o PT, menos o valor do tríplex atribuído a Lula, que já foi bloqueado pela Justiça.

Ao encaminhar o pedido de bloqueio dos recursos presentes nas contas do ex-presidente ao BC, o juiz da Lava Jato estabeleceu o confisco de até R$ 10 milhões.

O dinheiro estava depositado em quatro contas bancárias do ex-presidente: R$ 397.636 no Banco do Brasil, R$ 123.831 na Caixa Econômica Federal, R$ 63.702 no Bradesco e R$ 21.557 no Itaú.

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