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Trump culpa aliados por não barrar Obamacare

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Comissão independente do Congresso diz que projeto-lei republicano ia deixar 22 milhões de pessoas sem cobertura Drew Angerer  Getty Images

Apesar de diversas tentativas, mesmo com a maioria republicana nas duas câmaras, Trump não conseguiu aprovar a revogação e substituição da reforma da saúde de Obama, uma das grandes promessas eleitorais do magnata. A maioria dos republicanos foi leal, formidável e trabalhou muito duro. O pedido foi feito depois que mais dois senadores republicanos declararam oposição ao texto apresentado pelo próprio partido para substituir o programa, na segunda, 17.

O problema é que tanto os líderes do Partido Republicano no Congresso como o Presidente Donald Trump têm batido de frente contra a realidade várias vezes desde o início do ano, e ainda ninguém sabe como vai ser possível unir as diferentes sensibilidades internas, para que seja possível aproveitar um raro controlo dos poderes legislativo e executivo.

Após o fracasso nos esforços dos republicanos para aprovar uma lei de reforma do sistema de planos de saúde dos Estados Unidos fracassarem no Senado na segunda-feira, o presidente americano Donald Trump cedeu e agora afirmou que é preciso "deixar o Obamacare fracassar". Mas, no Twitter, Trump reagiu ao anúncio dos dois senadores, Mike Lee e Jerry Moran, que passaram para a oposição ao projeto. Os quatro republicanos viraram as costas para o texto.

"Para além de não revogar todos os impostos do Obamacare", apontou Lee no seu próprio comunicado, o projeto-lei republicano "não vai longe o suficiente para baixar os prémios de seguro das famílias da classe média nem liberta espaço suficiente das regulações mais custosas do Obamacare".

As maiorias na Câmara e no Senado não foram o bastante para o presidente Donald Trump cumprir a promessa de campanha e ele lamentou nesta terça-feira, 18, mais um fracasso na sua reforma da saúde. Algo rejeitado pelos senadores republicanos mais moderados. Enquanto Susan Collins acha que o substituto do Obamacare vai deixar milhões de pessoas desprotegidas, os outros três senadores querem uma nova lei ainda mais radical.

Sua proposta de deixar o Obamacare morrer consiste em não corrigir as falhas de mercado dos seguros de saúde privados, o que, segundo ele, pressionaria os democratas a convergir com republicanos para reparar o sistema.

Durante o discurso no Senado, McConnell disse que os republicanos "avançarão" com um plano para revogar o Obamacare e substituí-lo por um período de "transição estável de dois anos" para dar tempo de apresentar ao Congresso um plano de substituição. O Partido Republicano tem 52 votos no Senado e o Partido Democrata possui 48 cadeiras.

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