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Presidente da Federação espanhola fica detido até quinta-feira

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FIFA ainda não se pronunciou sobre caso de corrupção em Espanha

O presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Ángel María Villar, vai permanecer detido no âmbito de uma operação de luta contra a corrupção, comandada pela Unidade Central Operativa da Guardia Civil. Juan Padrón, vice-presidente da RFEF também foi detido. Envolvido em denúncias no Uruguai, ele teve a missão de conduzir a "nova Conmebol" como diretor-geral da entidade, mas acabou demitido no ano passado.

Villar, um ex-jogador do Athletic Bilbao, é presidente da federação há quase 30 anos. A Justiça da Espanha tenta esclarecer suspeitas de partidas realizadas no exterior em benefício próprio. Ainda como atleta, foi um dos fundadores da Associação de Futebolistas Espanhóis (AFE), assumindo logo a vice-presidência. De acordo com o El País, a investigação supervisionada pelo juiz Santiago Pedraz remonta ao ano de 2009 e sucessivos e está relacionada com a adjudicação de contratos a empresas associadas ao filho de Villar, que poderão ter levado ao enriquecimento pessoal do presidente, em função dos cofres do organismo.

A Fifa e a Uefa pronunciaram-se em comunicados separados, dizendo ter ciência do que está sendo dita pela mídia sobre Villar, mas não quiseram fazer comentários adicionais.

Juntamente com Villar, seu filho, conhecido como Gorka Villar, e vários outros membros da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), foram igualmente detidos, suspeitos de conspiração, fraude e pagamentos indevidos, e uma ação de busca de provas está sendo realizada na sede da Federação.

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