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Milhões de venezuelanos votam em referendo contra Maduro

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Os responsáveis pelo assassinato chegaram atirando durante um ato político e feriram mais pessoas

Os oposicionistas querem que a população rejeite a Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro. "Os venezuelanos querem uma mudança no Governo através da democracia".

Em Brasília, o local escolhido para os venezuelanos manifestaram sua opinião à Assembleia Constituinte foi o Parque da Cidade, onde os opositores de Maduro também receberam o apoio de brasileiros.

O presidente do Instituto Datanálisis, Luis Vicente León, se recusou a dar estimativas, mas considera que um alto comparecimento deverá pressionar mais o governo. Chinchilla afirmou estar honrada em participar do processo.

Em entrevista coletiva neste sábado (15), o deputado Juan Andrés Mejía confirmou que as atas de votação serão destruídas para resguardar a identidade dos participantes e evitar represálias do governo, segundo a France Presse.

Segundo o Escritório de Direitos Humanos da ONU (Acnudh), são esperadas entre seis milhões e oito milhões de pessoas no plebiscito opositor.

"O desespero de @nicolasmaduro e da sua cúpula corrupta que mandaram os seus grupos paramilitares para assassinar o nosso povo em Catia!", escreveu ele.

"Com os votos do povo venezuelano, matematicamente Nicolás Maduro está revogado no dia de hoje".

Aquilo a que a oposição de direita e extrema-direita chamou "plebiscito" - com a cobertura dos grandes meios de comunicação internacionais e ao abrigo da ingerência de países ocidentais - carece de legalidade, na medida em que não se enquadra na Constituição do país caribenho e não é organizada pela entidade com competência para tal: o Conselho Nacional Eleitoral. Dos 7.186.170 venezuelanos que participaram do plebiscito sobre a Assembleia, 6.387.854 (98,4%) se pronunciaram a favor de manter a Carta Magna de 1999 e contra a refundação do Estado. Os membros da Constituinte serão escolhidos no próximo dia 30.

Considerou, porém, que a chegada de "mais de 500 veículos (internacionais) à Venezuela" para cobrir o plebiscito faz parte de um "show midiático" para justificar uma intervenção estrangeira contra ele e derrubá-lo. - Este regime deixou de parecer uma democracia, como costumava ser. Se consolidou como ditadura, e sua ilegitimidade pretende agora ser constitucionalizada.

O atual Presidente continua a defender que criar uma assembleia constituinte é a única forma de ajudar a Venezuela a sair da crise política e económica que está a atravessar, porque uma nova Constituição irá "neutralizar" a oposição e derrotar os "orquestradores de golpes" que estão a impedir que haja paz. Ele já prometeu localizar os funcionários de instituições e empresas estatais, para assegurar que os trabalhadores compareceram de fato às urnas. Temos sofrido muito na Venezuela.

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