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Justiça peruana pede prisão de ex-presidente Ollanta Humala — Caso Odebrecht

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Ex-presidente do Peru é condenado à prisão

Toledo é acusado de tráfico de influência e lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido US$ 20 milhões em propinas da Odebrecht durante seu mandato. Ele explicou que ambos receberam recursos públicos da Venezuela para a campanha de 2006, quando Humala saiu derrotado nas eleições.

O procurador solicitou a prisão preventiva do ex-presidente por considerara que haveria risco de fuga dos investigados. Humala e Heredia que assistiam tudo de casa, se entregaram no final da tarde.

Antes que a medida fosse anunciada, agentes de polícia se dirigiram à residência dos Humala, localizada em Surco, um distrito da capital peruana de Lima.

O jornalista peruano Gustavo Gorriti, especializado em desvios de verbas e representante no Peru das investigações sobre operação brasileira Lava Jato e os Panamá Papers, disse ao jornal Folha de S.Paulo que a Procuradoria peruana não tem agido da melhor forma.

Delatores têm relevado esquemas de corrupção em países da Europa, África e Américas.

Humala também passou a ser o segundo ex-presidente do país detido, após Alberto Fujimori, que governou de 1990 a 2000, ser condenado a 25 anos de prisão por vários casos de corrupção e violações aos direitos humanos cometidos em seu mandato. "Hoje elas não foram apresentadas".

A defesa de Humala, por sua vez, considerou a decisão arbitrária. "Confiamos no nosso país".

Seus advogados já afirmaram que vão recorrer da decisão da Justiça.

Concepción cursou um ofício para a situação e captura do ex-casal presidencial e sua ida para uma prisão local, mas depois de alguns minutos, poderia ver o carro da família Humala indo ao tribunal para comparecer diante do juiz.

18 meses de prisão preventiva, num processo sem provas, baseado apenas na "delação" de Marcelo Odebrecht... Mesmo assim, o ex-presidente e a esposa se apresentaram à Justiça para cumprir a pena.

Odebrecht admitiu à Justiça dos Estados Unidos que entregou 29 milhões de dólares (94 milhões de reais) entre 2005 e 2014 no Peru para ganhar a concessão de obras públicas, em um período que compreende os Governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e o próprio Ollanta Humala (2011- 2016), conclui El País.

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